Crítica | IT: A Coisa

Se você, assim como eu, estava com receio da nova adaptação cinematográfica de um livro de Stephen King, depois do péssimo A Torre Negra (leia a nossa crítica aqui), pode relaxar, IT – A Coisa não é bom. É ótimo!!!

A história desse reboot é simples. Quando crianças começam a desaparecer misteriosamente na pequena cidade de Derry, no estado de Maine, um grupo de jovens é obrigado a enfrentar seus maiores medos ao desafiar um palhaço maligno chamado Pennywise, que há séculos deixa um rastro de morte e violência.

O filme acerta ao não inventar e ser fiel a obra escrita, adaptando metade de suas incríveis 1102 páginas. Neste filme temos momentos assustadores e outros bem pesados, o que explica sua alta classificação (18 anos), trazendo a tona fatos que infelizmente ainda acontecem em nossa sociedade, como racismo, alienação paternal e Bullying. Mas o filme não é apenas um festival de sustos (muito bem planejados e executados) ele também possui bons alívios cômicos, com destaque para o tagarela Richie (Finn Wolfhard de Stranger Things) e ainda consegue abordar os mais doces dos sentimentos como o amor.


Essa galera vai sofrer horrores e você vai se apaixonar por eles.

Parte desse sucesso se deve ao excelente elenco que compõe o clube dos perdedores, que estão todos fantásticos e tem seus momentos para brilhar individualmente, talvez o único ponto negativo desta obra seja Bill Skarsgård (Divergente) que faz o palhaço Pennywise, conhecido como “a coisa” que aterroriza geral as crianças, pois sua versão do palhaço não é divertida nem assustadora inicialmente, sendo apenas bizarra. Porém isso está longe de atrapalhar o filme.

Os efeitos digitais e a maquiagem são um show a parte, assim como a direção sólida de Andrés Muschietti (do excelente Mama), que usa e abusa de ângulos não muito comuns. O roteiro cumpre bem seu papel na adaptação dessa primeira parte do livro como poucas vezes se viu no cinema.

IT – A Coisa é com certeza um dos melhores filmes do ano. Cativante, com personagens incríveis e com muitos, eu disse muitos, sustos este filme faz jus à obra literária da qual foi adaptada, além de ser uma ótima abertura para uma possível triologia do palhaço assassino mais querido do cinema, a continuação já está sendo planejada para 2019.

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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