dom, 4 outubro 2026

Crítica | Kamen Rider Zero: Real X Time

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No Brasil, o gênero tokusatsu (produções asiáticas com monstros gigantes, super-heróis e faíscas) se tornou icônico marcando várias gerações dos anos 80 e 90. Atualmente o gênero tem tropeços em encontrar uma linguagem que consiga dialogar melhor com o ocidente, então opta por abraçar as tropes galhofas que deixaram as produções tão charmosas e icônicas. Esse é o caso de Kamen Rider Zero: Real X Time. 

O mais confuso da obra talvez seja a primeiro momento se situar nos eventos da trama, já que a história segue a série antecessora Zero One, porém Kamen Rider consegue ser bastante competente ao longo do filme em deixar claro as motivações de Aruto, o Kamen Rider Zero-One e suas relações interpessoais com o elenco coadjuvante, inclusive o vilão Es.

Como dito acima, o charme de um tokusatsu é como as produções ignoram qualquer senso narrativo moderno e escolhe representar tudo que o espectador pode esperar de uma obra do gênero. Isso se reflete no antagonista, suas motivações se resumem em um plano para destruir o mundo e criar um paraíso.

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A principal beleza de Kamen Rider Zero: Real X Time são seus embates que conforme os anos passaram só se tornaram mais vibrantes e dinâmicos. A troca de cores e iluminação em algumas lutas não são incomuns mas não deixam de agradar. 

Para amantes da franquia ou expectadores que estão conhecendo por este filme, Kamen Rider Zero: Real X Time é uma experiência breve mas charmosa. Apresentando o que tokusatsus sabem fazer de melhor, a obra apela para visuais mais artificiais com coreografias coloridas e vibrantes, que podem não atingir todos os públicos mas aqueles que estão dispostos a deixar sua suspensão da descrença ao máximo. 

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