dom, 27 novembro 2022

Crítica | Ligação Explosiva

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O cinema sul coreano tem ganhado muito destaque nos últimos anos, apresentando diversos projetos consagrados e alcançando o patamar de entregar produções que circulam em diversos tipos de gêneros. Com um título brasileiro bastante sugestivo, Ligação Explosiva, busca nos envolver na história de um homem que simplesmente não pode sair de seu carro, pois uma bomba remota está plantada em seu assento. A coreia é responsável por diversos thrillers memoráveis, desde o icônico Memorias de um Assassino, até mais recentes como Eu vi o Diabo, será que temos mais um acerto no gênero?

Sung-Gyu é um gerente de banco que, em uma manhã comum, leva os filhos para a escola. Porém, ao longo do caminho, o telefone toca e através da misteriosa ligação anônima, ele descobre que há uma bomba no carro. Se alguém deixar o veículo, o artefato explode. A única forma de escapar da morte, é pagando um resgate. Sung-gyu deve garantir a segurança de seus filhos, encontrar dinheiro suficiente para pagar o resgate, além de fugir da polícia, tudo enquanto tenta descobrir o que fez no passado para merecer isso.

O filme funciona de uma maneira bastante simples e conhecida, temos um personagem preso em um ambiente, no caso um carro, e ele precisa resolver essa situação absurda para salvar seus filhos e se salvar. Essa trama é bastante conhecida para os fãs do tipo de história contada, ela precisa passar para o telespectador uma sensação de perigo/urgência. Aqui acontece isso, mas de maneira bastante segurada, evitando consequências mais drásticas. Em um momento, quando se mostra um acidente envolvendo a família do protagonista, pensamos no pior, mas é rapidamente escolhida a opção mais suavizada, fugindo do drástico. Algo parecido é a escolha de trabalhar a ausência do pai na vida da família, muito em conta do excesso de trabalho, mas isso não é devidamente bem trabalhado durante o longa, falta mais contexto nessa relação da família, ficando muito na certeza que o filme quer que seu público compre. A típica história do protagonista que fez alguma ação errada no passado e precisa passar por poucas e boas para desenvolver e aprender com seus erros, de todo modo, é uma trama que ainda funciona.

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Mas é em todo caso, existem sim situações de perigo criadas pelo filme, o uso de cenas em câmera lenta e a boa atuação do elenco trazem o drama necessário para o acontecimento, apesar de usar demais o recurso em alguns momentos desnecessários. O bom empenho dos atores adicionam uma verdade para os momentos, sejam os gritos exagerados até às lágrimas de tensão, é algo bastante recorrente do cinema sul coreano moderno, seja por bem ou por mal. Por outro lado, diversos elementos que o filme insere em sua história são duvidosos, exemplo é a explosão de um carro que acaba afetando um dos filhos do protagonista, causando o ferimento, mas não existe uma lógica na construção da cena para possibilitar esse ferimento, um problema claro na montagem e dinâmica. A seriedade das ameaças é anulada muitas vezes pela falta de coragem ou problemas em criar sua linha narrativa.

Ligação Explosiva é um “arroz com feijão” que acaba funcionando, consegue entreter na feliz curta duração de 90 minutos. É um apego hollywoodiano que vai sendo aos poucos passados para a cultura cinematográfica da coreia do sul, outra prova disso é a continuação de Invasão Zumbi, que usa exageradamente esse traço americano, felizmente não é pra tanto aqui. A mania de colocar um personagem em uma situação absurda e aos poucos trabalhar suas atitudes passadas, é uma lógica que ainda funciona, não diferente, todo ano são lançados diversos filmes parecidos com essa proposta. Se tivesse um polimento melhor no contexto e detalhes, talvez a experiência fosse capaz de se tornar algo longe do esquecível, porém alguns artifícios o tornam interessante de se acompanhar.

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