Crítica | Máquinas Mortais

Máquinas Mortais, longa da Universal produzido por Peter Jackson (Diretor das adaptações de O Senhor dos Anéis e O Hobbit), caracteriza-se como um filme futurista recheado de efeitos visuais e cenas de ação mirabolantes.

Máquinas Mortais é a adaptação de uma obra literária homônima, lançada há mais de 15 anos. No século 32, a quase totalidade da população mundial adotou o nomadismo. Grandes cidades, como Londres (que, à semelhança d’O Cortiço, do autor naturalista Aluísio de Azevedo, é uma das personagens centrais), são agora verdadeiros fortes móveis sobre monstruosas rodas e motores, que “devoram” cidades menores, capturando seus moradores e recursos, numa espécie de Darwinismo municipal, como citado no próprio longa.


Nesse contexto, o vilão Valentine (Hugo Weaving) esconde segredos que cabe ao enredo desvendar. Um deles: para se apropriar de uma tecnologia bélica avançada, matou a mãe de Hester Shaw (Hera Hilmar), e obviamente a órfã volta para se vingar. Na tentativa, cruza o caminho do londrino Tom Natsworthy (Robert Sheehan) e ambos vivem aventuras de dar inveja a qualquer filme de Sessão da Tar… bem, a história segue um padrão bem clichê: Um dos protagonistas (Hester), antissocial, desconfiado e atormentado por seu passado difícil, encontra o outro protagonista (Tom), que ajuda a nova companheira a cumprir o seu propósito. Juntos, aproximam-se, quebram as barreiras invisíveis que os separam e vivem um belo romance ou uma linda amizade. Não são Rey e Finn, em Star Wars: o despertar da força, nem senhor Fredricksen e Russell, em Up: altas aventuras, mas a premissa se assemelha.

Embora a fórmula não seja original, a ideia de cidades sobre rodas, disputando recursos para sobreviver, é atípica e diferencia seu futuro pós-apocalíptico do de Mad Max, por exemplo. Os efeitos sonoros e visuais e a ação quase ininterrupta conseguem, apesar de tudo, manter a imersão dentro da ficção. Os coadjuvantes Stephen Lang (Shrike, pai adotivo de Hester) e Jihae Kim (Anna Fang, anarquista procurada) roubam a cena com a atuação convincente, para compensar a inexperiência dos iniciantes Hera e Robert. O humanoide de metal Shrike, a propósito, provoca mais comoção que o próprio casal protagonista. É óbvio que Hugo Weaving, conhecido por interpretar personagens como agente Smith (Matrix) e V (V de Vingança) é um espetáculo à parte.

No fim das contas, Máquinas Mortais é um filme divertido, que agradará aos que buscam aventura futurista, mas não traz grande complexidade ou inovação na relação entre as personagens.

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