Crítica | Midway – Batalha em Alto Mar

Estreando com folga no último final de semana nos EUA, chega nesta quinta, 21, a mais nova adaptação cinematográfica da histórica batalha travada entre estadunidenses e japoneses, em 1942, Midway – Batalha em alto mar, de Roland Emmerich, o mestre da destruição.

Arrasados após o ataque surpresa a Pearl Harbor, os combatentes americanos tentam se recuperar, ao mesmo tempo em que a paranoia e a falta de recursos à medida em que novos possíveis alvos são descobertos. Pode-se dizer que tudo isso é um resumo da primeira meia hora, mostrando trechos da invasão a Pearl Harbor, a articulação japonesa e a recepção da mídia mundial perante tal fato. É evidente que Emmerich, diferente de Michael Bay, optou em mostrar o conflito com alternância de pontos de vista, enfatizando as motivações e estratégias, mas é inegável o caráter patriótico escrito por Wes Tooke, que tentou ao máximo chegar aos eventos verídicos.

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No elenco, temos grandes nomes, como Woody Harrelson, Dennis Quaid, Luke Evans, Patrick Wilson, Aaron Eckhart e Mandy Moore, porém, o brilho de cada um ou é ofuscado ou simplesmente ignorado pelo roteiro, que peca em cenas importantes e decisivas, deixando de trazer a emoção e empatia com cada personagem. Aliás, o que mais se vê em Midway são frases de efeito, ditas fora de contexto, ignorando o perigo iminente, tão explorado no primeiro ato.

Luke Evans stars as ‘Lt. Commander Wade McClusky’ in MIDWAY.

O ponto alto do filme realmente são os efeitos visuais, marca registrada dos filmes do Roland, como Independence Day (1996), 2012 (2009) e O Dia Depois de Amanhã (2004). As cenas são bem coreografadas, o travelling é bem preciso e a opção de pôr granulação alta só as tornou ainda mais ricas. Ainda assim, os frequentes ataques de torpedeiros, aviões e porta-aviões tornou a experiência repetitiva. Como exemplo, temos as manobras que os caças americanos fazem, visando acertar bombas em alvos no oceano, extremamente semelhantes.

Pode-se dizer que Midway – Batalha em Alto Mar não traz novidades aos filmes do gênero. É mais um filme que retrata o conflito de interesses entre nações em guerra, crucificando uma e enaltecendo outra, o “nós e eles” do Pink Floyd, em versão cinematográfica.

NOTA

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