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    Crítica | Minions 2: A Origem de Gru

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    Filmes de animação geralmente contam com uma expectativa específica, essas obras se protegem no escudo da narrativa de que animação não é pra ser “levada à sério” ou que “é só um filme pra criança”. Claro que existem muitos longas animados que apesar de abraçarem a sensação mais família, conseguem entregar histórias que emocionam tanto crianças quanto os adultos. Minions 2: A Origem de Gru não é um desses casos.

    Os Minions chegaram na cultura pop fazendo barulho no primeiro filme de Meu Malvado Favorito, depois disso, estavam solidificados no imaginário popular como as pequenas bolinhas amarelas que falam engraçado. Partindo desse sucesso, surgiu o inevitável filme focado apenas nos ajudantes do vilão Gru, e igualmente sem nenhuma surpresa, o filme não apresentou nenhuma substância que justificasse sua existência (além da imensa bilheteria).

    Minions 2 repete as mesmas batidas e erros do seu antecessor, sendo um filme focado em personagens que foram criados como objetivo de serem um alívio cômico agora com um papel de protagonistas. O charme que os operários amarelos apresentavam nos três filmes de Meu Malvado Favorito é esticado e sugado para render um longa de noventa minutos. Durante esse tempo, presenciamos vários clipes, que se tirados de contexto podem ser jogados diretamente no youtube, que não pesam na trama ou adicionam na construção de algum dos personagens. Porém nem tudo foi feito igual à primeira vinda dos Minions no protagonismo das telas grandes, dessa vez contamos com um jovem Gru que anseia se tornar um vilão de verdade, o carisma de Steve Carell (ou Leandro Hassum na versão brasileira) consegue nos entreter e divertir em suas cenas como o futuro careca do mal.


    Talvez o maior gosto amargo na boca que esse filme nos deixa é o desperdício de designs e animações tão cheias de vida e personalidade em uma história que é justamente o oposto, todas a direção de arte que nos entrega estilos dos personagens com cores, vida e uma paixão clara vinda de seus animadores.  

    Seguindo um padrão de qualidade já visto na Illumination, A Origem de Gru apresenta uma história rasa e sem objetivo além de entregar algumas piadas, com uma animação de encher uns olhos mas com personagens que nos deixam um vazio no coração.

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