Crítica | Mogli – Entre Dois Mundos (Mowgli)

Antes de mais nada quero dizer que é inevitável comparar a produção da Netflix com o filme Mogli – O Menino Lobo, dirigido por Jon Favreau e lançado pela Walt Disney Pictures em 2016. Dito isto, podemos seguir com a crítica.

Mogli – Entre Dois Mundos é um filme dirigido por Andy Serkis (conhecido por seus trabalhos como ator em Planeta dos Macacos e Senhor dos Anéis) e narra a história do menino que após perder seus pais em um ataque de tigre, é levado para a alcateia pela pantera Bagheera, e então é criado pelos lobos e “apadrinhado” pelo urso Baloo e por Bagheera. O menino foi aceito por grande parte dos animais da floresta, porém o tigre que matou seus pais, Shere Khan, não aceita que um filhote de humano possa ser criado pelos animais, e passa anos esperando pela oportunidade de matá-lo.
Ao crescer, Mogli começa a perceber que é diferente de todos os animais com quem convive, sofre com a represália de alguns lobos, e passa por conflitos internos , o que o leva a se questionar se pertence mesmo à floresta.


Ao meu ver, o maior diferencial entre as duas produções, está no público alvo. O longa de 2016 tem uma narrativa mais leve, criada para o público infanto-juvenil, diferente do longa de 2018, que narra a história de uma forma um pouco mais sombria, se destinando assim ao público jovem e adulto.

O único quesito onde o filme de Jon Favreau larga muito à frente, é a parte de efeitos visuais, quesito este que o rendeu o Oscar daquele ano na categoria, algo que não nos surpreende, se tratando de produções da Disney. Porém, em outros aspectos, Andy Serkis consegue deixar suas características tanto nos altos quanto nos baixos, que ocorrem na parte de dinâmica da narrativa. Serkis se perde em alguns momentos, retraindo muito a energia presente no enredo, porém isso só ocorre na segunda metade do filme.

Gostaria de destacar o protagonismo do ator mirim Rohan Chand, sempre muito expressivo, inclusive nas cenas mais fortes do filme, como quando Mogli é expulso da alcateia e também na batalha contra Shere Khan. E destaco também a dublagem de alguns atores como o próprio Andy Serkis, que dá voz à Baloo, Christian Bale (Bagheera), Cate Blanchett (Kaa) e a dublagem impecável de Benedict Cumberbatch (Shere Khan).

Andy Serkis segue um bom caminho como cineasta, basta atentar-se à emoção que deseja transmitir durante toda a narrativa, no mais, tem potencial para desenvolver grandes produções.

Confesso ter um certo receio quanto aos filmes produzidos pela Netflix, pois sua grande maioria tem enredo e potencial para serem bons filmes, mas acabam se perdendo no meio da história e entregam finais quase sempre decepcionantes. Isso não acontece com Mogli, que apesar de, na segunda metade do filme perder um pouco a energia da narrativa, próximo ao fim consegue retomar o fôlego e entrega um final digno e que condiz com o início.

Mogli estreou no catálogo da Netflix dia 7 de Dezembro.

 

Dayana Maiahttps://estacaonerd.com
A louca das séries e filmes. Apaixonada pelo universo Marvel e DC (não sou capaz de escolher um só), indie rock, livros, games e café. Aguardando a abdução alienígena.

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