Crítica – Noelle

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Antes de começar a falar do filme em si, quero compartilhar a minha admiração pelo crescimento da Anna Kendrick. Lembro dela como aquela personagenzinha chata em Crepúsculo e agora vejo ela brilhando em comédia, um gênero que exige não só talento, mas também carisma. E o que mais vemos neste filme é o carisma de Anna ao dar vida à Noelle, a filha mais nova do Papai Noel, e irmã do Nick (Bill Hader). Desde novinha Noelle era apaixonada pelo Natal, mas foi designada à fazer coisas mais simples enquanto seu irmão se preparava para assumir o lugar do Bom Velhinho. E quando finalmente chega o primeiro Natal de Nick, ele foge. Assim Noele e a elfa Polly (Shirley MacLaine) têm a missão de salvar o Natal!

Foto: Walt Disney Company

Se tem uma coisa que a Disney sabe fazer é filme para toda a família. Em Noelle vemos a tradicional fórmula da jornada da heroína em uma história leve, divertida e com momentos de emoção. Porém, mesmo superficialmente, o filme faz certas críticas, como o primo Gabe (Billy Eichner) que mais parece as grandes corporações que pouco se importam com seus clientes, apenas buscam lucros. Ou mesmo ao dizer que muitas vezes estamos condicionados à certas “tradições” sem nos questionarmos se elas ainda são válidas. 

O filme cria um universo lúdico no Polo Norte muito bonito, afinal é uma produção Disney. Mas o filme realmente começa a nos envolver, e a Anna brilha de verdade, quando Noelle vai atrás do irmão fujão em Phoenix, Arizona, e tem seu primeiro contato com o “mundo real”. Além disso a elfa ranzinza Polly, com sua língua afiada, contrasta com a ingenuidade de Noelle, sendo um bom contraponto. 

Foto: Walt Disney Company

Sobre os outros personagens secundários, o Bill Hader fica apagado aqui. O irmão segue a linha do personagem “bobão”, mas acaba sendo chato e não engraçado. O filme poderia mostrar que ele tem uma personalidade diferente e que seu destino não é substituir o pai, mas aqui ele é apenas um fraco covarde. Diferente da maioria dos filmes de Natal, o longa não apresenta nenhum relacionamento amoroso. Ele mostra que pode sim acontecer amizade entre uma mulher e um homem, o que é bacana e foge dos clichês do gênero. Jake (Kingsley Ben-Adir) é o típico cara com problemas pessoais nos quais nós facilmente conseguimos nos identificar. 

A história de Noelle é uma boa ideia, que escorrega um pouco na execução em alguns pontos mas nos presenteia em outros aspectos. Conseguindo ser criativo ao mesmo tempo que segue a fórmula Disney de filmes infanto-juvenis. Enfim, esta é uma deliciosa comédia para curtir neste fim de ano com toda família.

OBS: Eu nunca pensei que diria isso, mas eu também quero uma baby rena como o Floquinho!

Revisão Crítica

NOTA
Bruna Carvalhohttp://estacaonerd.com
Ainda esperando minha carta de Hogwarts, mesmo sabendo que a resposta é 42. Desejo vida longa e próspera e que a força esteja com vocês!

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