qui, 25 junho 2026

Crítica | O Cavaleiro dos Sete Reinos 

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O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma prequela de Game of Thrones ambientada cerca de 90 anos antes da série original, focando nas aventuras de Sor Duncan, o Alto (Dunk), um cavaleiro andante ingênuo mas corajoso, e seu pequeno escudeiro, Egg (o futuro rei Aegon V Targaryen). A história explora Westeros durante o apogeu da dinastia Targaryen, focando na amizade e na jornada da dupla por terras rurais. 

A produção criada por Ira Parker (O Último Navio) explora Westeros de modo mais íntimo e simples e tem como maior acerto ignorar as grandes disputas políticas que marcaram o universo de Game of Thrones. O objetivo aqui é explorar a vida de Sor Duncan, o Alto, um personagem histórico deste universo de modo despretensioso. A cena de abertura é a prova disso. O show não quer ser algo grandioso e nem quer iludir o espectador. A produção só deseja contar a história de origem de uma improvável amizade que surgiu em meio a torneios.

Essa abordagem direta prende a atenção do espectador. O roteiro apresenta diversos personagens carismáticos ao longo de seus seis episódios e conquistam o espectador rapidamente. A história focada na amizade e companheirismo de duas pessoas de universos tão diferentes prende a atenção do início ao fim. A ingenuidade de Egg e Duncan e a relação de respeito entre eles te deixa vidrado pela profundidade e humanidade vista em cada interação. Além disso, as interações são muito divertidas, mas quando é preciso existe seriedade e sentimos o peso das escolhas feitas.

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As atuações de Peter Claffey (Pequenas Coisas como Estas) e do jovem Dexter Sol Ansell (Robin and the Hoods) são ótimas e repletas de carisma. A química da dupla é chocante, sendo impossível não se envolver com as aventuras que eles encaram dia após dia. Por mais que a história central seja sobre um adulto atrapalhado que é ajudado por uma criança sábia que não conhece o mundo onde vive. Esta produção ainda é derivada de Game Of Thornes, e no show vemos vários momentos aterradores. A velha lição sobre não se apegar aos personagens da trama surge de modo assustador no episódio cinco. Por mais que a produção pareça fofa, ela não é. Temos diversas situações que justificam sua elevada classificação indicativa: Nudez frontal, cenas violentas, palavrões de baixo calão que mostram que este show não é para todos os públicos.

O Cavaleiro dos Sete Reinos é uma fantasia ÉPICA que explora a corrupção da inocência de duas pessoas de universos tão diferentes, enquanto mostra o surgimento de uma grande amizade. Ansioso pela segunda temporada, já confirmada, do show baseado na obra de George R. R. Martin.

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Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
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