Crítica | O Céu da Meia-Noite

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O Céu da Meia-Noite acompanha Augustine (George Clooney), um solitário cientista no Ártico que tenta impedir que Sully (Felicity Jones) e seus colegas astronautas voltem para casa em meio a uma misteriosa catástrofe mundial. O que aconteceu? Por que essa catástrofe ocorreu? Se você quer saber a resposta para essas perguntas, saiba elas não estão neste filme dirigido por Clooney. Aqui o foco é realizar uma analise sobre o arrependimento e a solidão.

THE MIDNIGHT SKY (2020) George Clooney as Augustine. Cr. Philippe Antonello/NETFLIX ©2020

George Clooney (Tudo pelo Poder) atua, dirige e mira acertar as estrelas com esse drama de ficção científica, porém o ator não consegue sair nem da base de lançamento pela sua falta de foco. O diretor cria uma história que usa uma missão que explorava uma lua potencialmente habitável de Júpiter para falar sobre diversos temas, e para piorar, ele ainda usa diversas linhas temporais para abordar essas ideias. O resultado dessas escolhas se refletem em um filme tedioso, em grande parte dos seus 110 minutos de duração. A obra possui alguns lapsos de sobriedade e boas escolhas aqui e ali, mas no geral esta é uma trama insólita e chata.

Calma, que nem tudo é uma tragédia nesse filme. Os efeitos visuais do espaço, o design da nave Aether, o visual da Terra após a destruição merecem destaque. O início do longa até consegue conectar de modo interessante, passado e presente, mas com o passar do tempo o desenvolvimento do filme e das linhas temporais (o isolamento do astrônomo no observatório, tripulação no espaço e o passado do protagonista) começam a não fluir e tudo se torna maçante. As três histórias ocorrem de modo tão paralelo que teria sido melhor fazer três filmes, pelo menos assim teríamos um aprofundamento dos personagens e das situações que permeiam o filme.

A trama que ocorre no espaço é um desperdício de tempo e de bons atores, não temos tempo de conhecer os personagens e por isso não nos importamos com eles. Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bichir e Tiffany Boone fazem o seu melhor, mas pouco acrescentam. Nem os contratempos e perrengues que os astronautas precisam enfrentar para voltar para casa, como sair para consertar a nave, causam algum tipo de comoção.

Netflix/Divulgação

Clooney se saí melhor na atuação do que na direção. Atuando é ele quem consegue dar, em alguns momentos, um UP a trama. A atuação de Clooney é tocante, na medida certa e no fim tudo se encaixa, mesmo sem muita colaboração do roteiro e da montagem. A fotografia é outro destaque dessa trama cheia de ideias e vazia de desenvolvimento.

O Céu da Meia Noite é uma ficção científica que possui mais questionamentos sobre a humanidade do que ciência, mas no fim não responde nada e explora muito pouco as próprias ideias que propõem. 

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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