Crítica | O Grinch

Nos anos 2000 Ron Howard (Han Solo: Uma História Star Wars) fez uma adaptação do famoso livro infantil: Como o Grinch Roubou o Natal, de Dr. Seuss e dividiu bastante a opinião dos críticos da época. Dezoito anos mais tarde a Illumination, estúdio responsável pela franquia Meu Malvado Favorito, resolveu adaptar essa história em formato de animação para contar a aventura do ser verde e mais rabugento da literatura mundial.

A trama conta a história de Grinch, um ser solitário e ranzinza que vive em uma montanha isolada, só saindo de sua morada até a cidade vizinha de Quemlândia quando precisa de  mantimentos. Ao descobrir que os cidadãos desejam realizar uma festa de natal três vezes maior que o normal, o monstrinho decide acabar com a alegria descabida deles roubando o Natal.


Assim como o filme de 2000, a animação não se satisfaz com a explicação do autor para o ódio ao Natal sentido pelo protagonista. Usando alguns flashbacks temos um vislumbre da infância de Grinch e nos damos conta do seu passado marcado pela seu abandono no orfanato e sua solidão nas ocasiões festivas, entendendo o por que dele ser o que é.

A Ilumination está de parabéns pelo trabalho feito e merece todos os méritos possíveis por sua excelente construção da cidade de Quemlândia e dos personagens (sejam eles os principais ou secundários). As cores da cidade são vibrantes. As texturas da neve e dos pelinhos no rosto de cada criança Quem são muito bem construídos e dão um realismo monstruoso. O problema do filme é a sua narrativa que atrapalha um pouco a diversão.

Por ser baseado em um livro com menos de 40 páginas é evidente que diversas passagens precisaram ser acrescentadas no roteiro para compor o tempo do longa. O problema é que o longa fez a narrativa em rimas, o que é um pouco cansativo de acompanhar. A dublagem brasileira do personagem principal é fraca (não achei que a voz de Lázaro Ramos combinou com o personagem), Lázaro Ramos (Ó Paí, Ó) dublando Grinch se saí melhor, apenas que Luciano Huck na dublagem de Enrolados.

A história tem pontos engraçados e fará a criançada rir bastante, mas não espere aquela comédia com piadas a cada 30 segundos.

Em resumo O Grinch é um filme infantil que irá divertir as crianças e encantar os adultos pela sua qualidade técnica apurada. E talvez até consiga arrancar um sorriso daquele adulto rabugento que está assistindo a sessão sozinho.

 

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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