Crítica | O Legado de Júpiter

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Populares em diversas plataformas, as séries de super-heróis têm chamado atenção do público nos últimos tempos. A Netflix, aproveitando esse momento, fechou uma parceria com Mark Millar para trazer as histórias do quadrinista à vida através de séries, começando portanto com O Legado de Júpiter.

Na HQ, um grupo de pessoas que descobrem seus super-poderes resolvem combater o crime. A história aprofunda-se também em uma narrativa de intrigas políticas, o que torna a história diferente e muito interessante.

Na série, a história é abordada em linhas do tempo distintas. A primeira delas no final dos anos 1920. Durante a Grande Depressão nos Estados Unidos, Sheldon Sampson (Josh Duhamel) vivencia uma situação traumática que o leva a acreditar que uma ilha, que ele vê repetidamente em seus sonhos, esconde um grande segredo. Sheldon, seu irmão Walter (Ben Daniels) e alguns colegas alugam um barco para chegar até a ilha que o atormenta em suas alucinações. 

Netflix / Divulgação

A outra linha do tempo se passa nos dias atuais, e Sheldon, agora é conhecido como ‘Utópico’, líder de um grupo de heróis chamado União que protege a Terra de ameaças e vilões que surgiram após a viagem original. Os irmãos – assim como os filhos dos membros da União, têm opiniões conflitantes sobre o uso do poder e a forma de tratar os criminosos. Muito da história gira justamente em torno “do código”. Uma espécie de regra moral que rege o compartamento dos supers.

Nessa linha do tempo, a construção dos personagens é muito mais interessante, já que vemos a interação entre eles e conseguimos sentir a tensão entre as relações. Principalmente nas cenas entre Sheldon e seus filhos, valendo o destaque para a personagem Chloe, que trazia sempre uma expectativa positiva e ‘roubava a cena’ toda vez que aparecia em tela. 

As ótimas cenas de luta também se passam no tempo atual, tornando essa linha do tempo cada vez mais interessante do que acompanhar a viagem do grupo até a ilha misteriosa, por exemplo, evento que se alonga até os ultimos episódios tirando muito do ritmo da série.

Netflix / Divulgação
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As idas e vindas e os inúmeros flashbacks o tempo todo, quebram um pouco da dinâmica da narrativa e tornam a história um pouco enfadonha e até mesmo confusa em alguns momentos. Vale ressaltar que ao longo dos episódios essa ‘sensação’ diminui e a experiência se torna mais positiva.

Mesmo com as inevitáveis comparações com outras séries de super-heróis e o sentimento de “eu já vi algo parecido”, O Legado de Júpiter se diferencia em embarcar em uma jornada mais histórica, abordando temas mais profundos e construindo seus fatos sem pressa. Deixando ao expectador a sensação de que boa parte da ação ficou para o final e para uma possível segunda temporada.

Revisão Crítica

Nota:
Talita Gimeneshttps://estacaonerd.com/
Apaixonada por Cultura Pop, gatos e brigadeiro. Não exatamente nessa ordem.

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