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    Crítica | O Recepcionista (2020)

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    Paramount / Divulgação

    O Recepcionista, novo longa da Netflix, conta a história de Bart Bromley (Tye Sheridan) um jovem funcionário que tem síndrome de Asperger e trabalha a noite na recepção de um hotel. No entanto, depois que uma mulher é assassinada durante o seu turno, ele se torna o principal suspeito pelo crime. Enquanto a investigação policial se aproxima, ele percebe que precisa deter o assassino antes que ele faça sua próxima vítima. Agora Bart entrará em uma importante caçada enquanto tenta desviar do detetive. Um bom suspense? Um filme que homenageia uma obra de Alfred Hitchcock? Nada disso, esse é mais um filme desnecessário e se você julga esse filme bom, você tem mais problemas que o protagonista desse filme.

    Paramount/Divulgação

    Hitchcock em 1954, dirigiu Janela Indiscreta, um suspense maravilhoso que conta a história de um fotógrafo profissional, está confinado em seu apartamento por ter quebrado a perna enquanto trabalhava. Como não tem muitas opções de lazer, ele vasculha a vida dos seus vizinhos com um binóculo, quando vê alguns acontecimentos que o fazem suspeitar que um assassinato foi cometido. Se analisarmos friamente, O Recepcionista tenta emular o mesmo ao colocar o seu protagonista como um observador. As razões de ambos são diferentes. O personagem de Tye Sheridan (Jogador Nº1) espiona os hospedes para melhorar suas habilidades sociais, já que o mesmo é portador de autismo. Mas essa similaridade, acaba na proposta. A execução da ideia de O Recepcionista é tenebrosa. Os problemas do longa são tantos que é difícil saber por onde começar… Vamos começar pelos pontos positivos: não temos. Dos pontos ruins, o menos ruim é o elenco, que infelizmente é desperdiçado. Sheridan tem uma abordagem rasa e caricata na construção do seu personagem, que faz a gente sentir dó do ator, e olhe que é nítido que ele é o mais esforçado do elenco. Ana de Armas (Entre Facas e Segredos) e carismática, mas sua atuação é pra lá de desinteressante. A relação entre os personagens dos dois e construída de um modo péssimo pelo roteiro. John Leguizamo (Chef) é o pior detetive do mundo, que consegue ignorar o óbvio. Mas acreditem isso é o que o longa tem de melhor, sem eles o filme seria INASSISTÍVEL.

    O vilão do filme é o roteiro escrito pelo também, diretor Michael Cristofer (Pecado Original). A criação dos personagens é ruim, o protagonista é usado como alívio cômico em situações vergonhosas. A articulação entre os personagens é péssima e o final vai te deixar se perguntando: POR QUÊ?. Pra piorar tudo, diversas cenas são criadas para ocupar espaços na trama, pois não acrescentam em nada na narrativa. O longa ainda tem problemas de identidade, pois inicia como um suspense que na metade da trama decide se tornar um drama e perto do fim volta a ser um suspense (ou tentar ser um). Além de não conseguir criar tensão, o longa se torna confuso e complexo. A montagem deve ter sido feita por um funcionário bêbado.

    Paramount/Divulgação

    O Recepcionista é mais uma bola fora da Netflix, que tem a preocupação de aumentar sua lista de opções cinematográficas, sem observar muito a qualidade. O longa é RUIM, PÉSSIMO e chega a ser ofensivo! Se puder passe longe, Hitchcock agradece.

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    13 COMENTÁRIOS

    1. Gostei do filme, a forma que trouxe para o cinema a doença do recepcionista é interessante, aprendi alguma coisa que ñ sabia sobre ela

    2. Cara, se você que escreveu isso só de este filme, é um especialista, você se equivocou. Caso não seja, super entendo o péssimo comentário sobre.
      Quem ainda não viu, por favor, veja, o filme é ótimo.

    3. Pelo amor de Deus
      Eu tenho um filho especial e pelo que entendi
      A moça subestimou a inteligência deste rapaz
      Uma vez que a percepção deles são mas aguçadas que a nossa …
      Filme ótimo simmm

      Remédio amargo foi um filme péssimo .
      E acharao maravilhoso

    4. Plmds, mais uma página que se acha a crítica do ny times, todo filme pra vcs é ruim, péssimo, VAI LÁ E FAZ MELHOR ENT

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