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Início Críticas Crítica | O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder (Episódio 5)

    Crítica | O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder (Episódio 5)

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    Chegando já na metade final da sua primeira temporada, Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder parece um pouco confusa sobre o que a série quer ser. Boa parte do que carrega a vontade de assistir episódio a episódio é o carisma que os seus personagens demonstram.

    O maior exemplo de tal carisma é o núcleo que acompanhamos a amizade entre Elrong e Durin, a parceria dos dois é uma das coisas mais bonitas que a série nos apresenta. A dinâmica de amigos de longa data é expressada da maneira mais sincera pela química entre Robert Aramayo e Owain Arthur.

    Fora deste núcleo, o centro temático deste episódio se encontra com olhos para a humanidade. Algo que é tocado na trilogia de Peter Jackson é que os humanos, o Reino dos Homens, não representam uma bondade incontestável ou um mal irremediável. A série tenta traçar um caminho parecido, apesar de que quase claramente saber quais humanos são bons e quais são maus, abre ali uma nuance para que possamos assistir a raça humana como o cinza, nem luz, nem escuridão e sim um ser entre os dois.

    Tal temática é maior vista no núcleo de Galadriel e no de Arondir (finalmente algo interessante nesse núcleo). É irônico a série nos mostrar Númenor como uma civilização que deveria ser a raça superior de humanos, porém, além da evolução social, riqueza e ascensão científica, também é cheia de problemas, ódio e corrupção. Quanto a Arondir, o elfo é forçado a presenciar o desespero nos olhos dos humanos que mesmo não escolhendo seguir Sauron, ainda não confiam nele. O cinza brilhando mais forte que qualquer escuridão ou luz.

    O episódio apesar de não ser uma pausa para um respiro, também não apresenta um avanço significativo na história. A montagem se obrigando a dar tempo de tela a todos os núcleos na mesma quantidade acaba atrapalhando o ritmo destes. Não existe uma conexão temática ou dramática que justifique a intercalação deles ao longo de 1 hora. Isso, apesar de nos poupar de acompanhar muito tempo núcleos menos interessantes, também nos tira a imersão que estávamos naqueles melhores.

    O quinto episódio de Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder se mostra indeciso e tímido sobre o que e quando mostrar a que veio. Diferente de sua primeira metade cheia de potencial, o episódio não nos permite nem uma pausa para acompanharmos os personagens que transbordam carisma, nem um avanço na história geral da série, só deixando óbvio o cansaço da trama.

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