ter, 9 agosto 2022

Crítica | O Telefone Preto

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Finney Shaw um tímido, mas perspicaz, rapaz de 13 anos, é raptado por um sádico assassino (Ethan Hawke) que o enclausura em um porão à prova de som, onde gritar não vai resolver nada. Quando um telefone desligado começa a tocar, Finney descobre que consegue ouvir as vozes das vítimas anteriores do assassino. E elas estão decididas a assegurar que o que lhes aconteceu com eles não aconteça a Finney…

O Telefone Preto é um suspense com um pé no drama. A atmosfera densa e pesada de sua narrativa simples e objetiva, usa de diversos elementos do terror, tais como um serial killer e fantasmas, para contar uma história sobre o amadurecimento de um jovem. O longa dirigido por Scott Derrickson (A Entidade) adapta o conto homônimo de Joe Hill de modo eficiente, e não usa a história para a cada cinco minutos colocar um jump scare aleatório apenas para assustar o espectador. O filme cria todo um contexto para aquilo e está mais focado em passar uma mensagem, do que em propriamente, em assustar. Não que isso não aconteça, os sustos acontecem, porém em doses pequenas. O foco da história é mostrar a perca da inocência de seus protagonistas. A escolha de Derrickson por essa proposta pode não agradar tanto aos espectadores, mas é uma honesta e bem desenvolvida.

Universal Pictures/ Divulgação

A trama se passa no fim dos anos 70, na cidade de Denver. Os locais da época, cenários e figurinos vistos são perfeitos e o design de produção deve (e merece) uma indicação ao Oscar. Tudo relacionado a década de 70 é reproduzido com perfeição. A fotografia é outro destaque, a filmagem recria desde de planos típicos da época, até a granulometria da imagem. Todos esses elementos só aumentam a imersão do espectador na história.

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O texto de Derrickson, escrito em parceria com C. Robert Cargill (Ted Bundy) reserva algumas surpresas e apresenta, diretamente ou de modo sutil, alguma referências à filmes clássicos do terror e crimes que marcaram época nos EUA. Todos esses elementos engrandecem a produção, que não é perfeita por causa de alguns elementos narrativos. A omissão de alguns detalhes, que seriam úteis em ajudar o espectador a entender as motivações das ações perversas do vilão e até sobre o dom das crianças fazem falta na narrativa. O vilão, por mais que tenha a atuação segura de Ethan Hawke, carece de uma identidade sombria digna da situação, o momento é assustador, as máscaras são macabras, mas o vilão… parece ser genérico e não é tão ameaçador. Os jovens do elenco, vividos por Mason Thames (Boys of Summer) e Madeleine McGraw (O Efeito Mandela) tem mais sorte e conseguem entregar atuações e personagens que conquistam o público pela sua entrega e coragem, sendo os grandes destaques da trama.

O Telefone Preto é um terror de clima nostálgico, que com uma trama simples consegue extrair tensão e medo da situação pela qual duas crianças passam. Entre assassinatos e fantasmas, Derrickson consegue mostrar que nada é mais cruel e assustador do que amadurecer.

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Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.Contato: [email protected]

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