Ferdinando, desde de pequeno, é um touro com um temperamento calmo e tranquilo, que prefere sentar-se embaixo de uma árvore e relaxar ao invés de correr por aí bufando e batendo cabeça com os outros. A medida que vai crescendo, ele se torna forte e grande, mas com o mesmo pensamento. Quando cinco homens vão até sua fazenda para escolher o melhor animal para touradas em Madri, Ferdinando é selecionado acidentalmente.

O longa baseia-se numa história publicada no início do século passado, adaptada ainda na década de 1930 num curta-metragem da Disney e agora volta aos cinemas, algo que diz muito sobre este filme, no sentido de resgatar um tom que se via nas primeiras animações, assim como nas antigas narrativas infantis.

A arte visual da equipe comandada por Carlos Saldanha (A Era do Gelo e Rio) dá ao filme uma paleta deliciosa de cores sobre a qual a história de Ferdinando se desenrola. O roteiro talvez seja a melhor parte, um roteiro inteligente que irá atrair as crianças pequenas e os adultos que as levam ao cinema, fazendo o seu humor doce e sensível funcionar nos dois níveis. A equipe de dubladores brasileiros também faz um excelente trabalho.

Através de uma série de eventos (incluindo uma sequência com Ferdinando numa loja de porcelanas que é hilária e o desafio com o grupo de cavalos do rancho), o filme mostra que devemos aceitar quem somos acima de tudo, uma mensagem que é mais que necessária nesses tempos estranhos que vivemos.

O Touro Ferdinando é um filme digno de um Oscar, é um filme inocente, puro é uma adição deliciosa ao grupo de excelentes filmes de animação. Com uma bela mensagem anti-bullying Ferdinando diverte e nos ensina uma lição importante que as crianças de todas as idades precisam ver e rever .