sáb, 3 junho 2023

Crítica | O Último Ônibus

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Todo mundo já passou aquela pacífica tarde de domingo assistindo um filme totalmente inofensivo, seja uma animação ou algo bem sessão da tarde mesmo, apresentando pequenos problemas por onde o protagonista deve passar para alcançar seu objetivo final. Esse é o caso de O Último Ônibus, um road movie britânico que acompanha a jornada de Tom, vivido pelo veterano Timothy Spall, conhecido por seu papel em Harry Potter. Mas será que esse filme consegue se enquadrar na linha de bons filmes sessão da tarde ?


O Último Ônibus é um filme de drama dirigido por Gillies MacKinnon que mostra Tom (Timothy Spall), um homem idosos que, após a morte da esposa, aproveita seu passe gratuito de ônibus para viajar até o outro lado do Reino Unido para revisitar o local onde nasceu. Contando apenas com ônibus locais como meio de transporte, Tom parte em uma viagem repleta de momentos nostálgicos – levando consigo as cinzas da mulher para que ela conheça os habitantes da cidade em que passou sua infância.


Felizmente o resultado é positivo, a obra trata-se de uma fofa e inofensiva jornada de reencontro, nostalgia e gentileza por tantos lugares onde Tom passa. O filme cria situações que variam entre o aceitável e o exagerado, todas elas ligadas com a ideia desse senhor se tornando uma celebridade, em meio gravações de suas boas ações. Exemplo é uma cena envolvendo Tom defendendo uma mulher muçulmana sendo atacada verbalmente por um homem. É uma situação que varia entre o aceitável e o exagerado, isso porque algumas reações acabam que não se assemelhando ao real, essa ideia do uso de tecnologia acaba que ultrapassada, apesar do atual termo “viralizando”. E conforme nosso protagonista vai se aproximando de sua cidade natal, ele vai ganhando uma legião de fãs/admiradores de sua pessoa, ao melhor estilo Forrest Gump. São momentos que ocupam um tempo considerável para mostrar a humanidade do personagem e todo sua carga emocional e gentil com as pessoas a sua volta.

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O longa também é acompanhado de cenas contando seu antigo passado com sua mulher, nos mostrando o real motivo de tanta distância da terra natal. São Flashbacks que beiram o estereótipo de época, mas não prejudica a experiência, a música controlada e as cenas acabam passando uma imersão com o passado trágico do personagem. E mesmo que não tendo algo original ali, funciona como uma emoção inofensiva.


Facilmente a melhor coisa do filme é nosso protagonista interpretado por Timothy. O ator com uma impressionante idade avançada consegue cativar com gestos, expressões e na própria voz ao demonstrar sua gentileza e paciência com as situações impostas durante seu difícil percurso. E mesmo que não vemos em momento algum um traço ruim ou defeito, o personagem é bastante humanizado, com as dores e dificuldades por conta da limitação de idade. E é interessante o filme literalmente mostrar os machucados no rosto de Tom, por conta das situações envolvidas, dando peso para sua jornada, tanto emocional quanto física.


O Último Ônibus é uma jornada inofensiva, porém pode acabar pegando os mais sensíveis e dispostas a embarcar(literalmente) nessa viagem emocional. Ele apresenta alguns exageros quanto sua ideia de viralizar e algumas reações estereotipadas, mas existe uma boa intenção ali. É bonito rever Timothy Spall, agora vivendo o senhor mais gentil e simpático do mundo, total contrário de seu personagem mais conhecido, rabicho. É um Road Movie aceitável e competente em certos aspectos, e ainda apresenta lindíssimas passagens do Reino Unido.

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