ter, 8 setembro 2026

Crítica | Onimusha: Way of the Sword — uma volta ao passado que sabe olhar para o futuro

Publicidade

Depois de mais de duas décadas, a franquia Onimusha retorna com Onimusha: Way of the Sword, lançado oficialmente em 4 de setembro de 2026. O novo capítulo chega com a difícil missão de recuperar uma série que marcou a era do PlayStation 2 e, ao mesmo tempo, apresentá-la a uma nova geração de jogadores.
A expectativa, portanto, era inevitável: será que a Capcom conseguiria honrar os clássicos que fizeram a fama da franquia?

A resposta, em boa medida, é sim. Way of the Sword moderniza a fórmula sem abandonar aquilo que tornou Onimusha reconhecível, principalmente o combate baseado em espadas, a atmosfera sombria e a presença dos Genma. A aventura não é perfeita, mas entende muito bem a identidade da série.

História

Publicidade

A história leva o jogador para uma versão sombria da Kyoto do início do período Edo, transformada pela presença de uma misteriosa Malice. Nesse cenário, criaturas sobrenaturais conhecidas como Genma voltam a espalhar o caos, enquanto Miyamoto Musashi, um dos mais lendários espadachins da história do Japão, se vê novamente envolvido em uma batalha que vai muito além de um simples confronto entre samurais e criaturas sobrenaturais.

Nesta versão apresentada por Way of the Sword, Musashi é retratado como um guerreiro experiente, determinado e extremamente habilidoso com a espada. Porém, apesar de sua capacidade em combate, o protagonista não é apresentado apenas como uma máquina de lutar. Sua jornada também envolve conflitos pessoais e questionamentos sobre sua própria existência, suas escolhas e a razão que o leva a continuar empunhando sua espada.

Um dos elementos centrais da aventura é a Manopla Oni, artefato sobrenatural que concede a Musashi poderes capazes de enfrentar os Genma. A relação entre o protagonista e esse poder ajuda a reforçar um dos temas tradicionais da franquia: o conflito entre a humanidade e forças sobrenaturais que ultrapassam aquilo que um guerreiro comum seria capaz de enfrentar.

Publicidade

A escolha de Miyamoto Musashi como protagonista também funciona bem dentro da proposta da série. Em vez de simplesmente criar um novo samurai fictício, a Capcom utiliza uma figura histórica extremamente conhecida e a coloca dentro da mitologia sobrenatural de Onimusha. O resultado é uma mistura interessante entre personagens e referências históricas com elementos de fantasia sombria.

A narrativa cumpre seu papel ao ampliar a mitologia de Onimusha e preservar elementos fundamentais do universo da franquia.

Entretanto, não espere uma história excepcional ou particularmente revolucionária. O roteiro funciona mais como uma ponte entre o passado e o presente da série do que como uma grande reinvenção narrativa.

Ainda assim, é uma história suficiente para dar sequência à mitologia de Onimusha, desenvolver a jornada de Musashi e criar um contexto adequado para aquilo que realmente está no centro da experiência: o combate.

Publicidade

Jogabilidade

É no combate que Way of the Sword encontra sua maior força. A jogabilidade não é inovadora e tampouco tenta reinventar o gênero de ação, mas é competente, divertida e adequada à proposta de um Onimusha moderno.

A Capcom mantém elementos tradicionais da franquia, principalmente os Issen, os precisos contra-ataques executados no momento certo. A mecânica continua extremamente satisfatória e recompensa o jogador que aprende a observar os movimentos dos inimigos e atacar no instante adequado.

Os inimigos comuns, porém, são relativamente fáceis de derrotar. O problema aparece quando o jogo coloca o jogador diante dos chefes, já que existe uma diferença considerável de dificuldade entre os confrontos comuns e essas batalhas. A curva de dificuldade, portanto, acaba sendo irregular em determinados momentos.

Os chefes apresentam diferenças em seus padrões e exigem estratégias específicas para serem derrotados, o que é positivo e impede que todos os confrontos sejam iguais. Porém, mesmo com essas variações, a estrutura da aventura pode se tornar um pouco repetitiva depois de algumas horas. A sensação de novidade diminui conforme o jogador domina as mecânicas e percebe que o combate, embora divertido, não evolui tanto quanto poderia.

Gráficos

Visualmente, Onimusha: Way of the Sword é um jogo bonito. O protagonista apresenta um bom nível de detalhes, enquanto o design dos chefes e das criaturas Genma consegue transmitir a atmosfera sombria e fantástica que a franquia exige.

A ambientação de Kyoto também contribui para a identidade visual da aventura, combinando referências históricas com elementos sobrenaturais.

Entretanto, é importante diminuir as expectativas para quem espera um espetáculo de fotorrealismo. Way of the Sword não pretende necessariamente competir nesse aspecto com os jogos mais impressionantes da atual geração. Sua força visual está muito mais na direção de arte, no design dos personagens e dos inimigos e na construção de sua atmosfera do que em uma busca obsessiva pelo realismo.

Conclusão

Onimusha: Way of the Sword consegue uma tarefa que parecia complicada: modernizar a franquia sem descaracterizá-la. O jogo mantém elementos fundamentais dos títulos clássicos, especialmente o combate com espadas e os tradicionais Issen, ao mesmo tempo em que apresenta uma experiência adequada aos padrões atuais.

É um jogo de ação desafiador, divertido e capaz de proporcionar bons momentos aos fãs antigos e aos jogadores que estão conhecendo Onimusha pela primeira vez. A história é suficiente para expandir a mitologia, apresentar uma nova versão de Miyamoto Musashi, os gráficos são bonitos e o combate continua sendo o grande destaque.

Por outro lado, a curva de dificuldade irregular e a possibilidade de repetição ao longo da campanha impedem que o jogo alcance um nível de excelência. Way of the Sword não reinventa a roda, mas também não precisava fazê-lo. Seu maior mérito está justamente em saber preservar a essência de Onimusha enquanto apresenta a franquia para uma nova geração.

No fim, é um retorno competente e respeitoso: não é uma revolução, mas é um Onimusha que sabe exatamente o que precisa ser para manter a série viva.

Publicidade

Publicidade

Destaque

John Rambo | Prequel ganha data de estreia nos cinemas nacionais; Confira!

John Rambo, filme prequel da franquia Rambo, ganhou sua...

Homem-Aranha: Um Novo Dia | Filme supera marca histórica; Confira!

Homem-Aranha: Um Novo Dia conseguiu quebrar um novo recorde...

Crítica | Batman: A Queda do Morcego – Parte 1

O Asilo Arkham foi destruído, e todos os seus...

A Odisseia | Filme deve quebrar recorde de bilheteria em breve; Confira!

Segundo estimativas de mercado, A Odisseia, de Christopher Nolan,...
Marcel Botelho
Marcel Botelhohttp://estacaonerd.com
Sou radialista, apresentador de televisão, colunista, redator e escritor, sou apaixonado pela área de comunicação e principalmente por games, desde a minha infância. Como editor e redator da área de games do Estação Nerd, espero levar até vocês muita informação e entretenimento com muita qualidade e alegria.
Depois de mais de duas décadas, a franquia Onimusha retorna com Onimusha: Way of the Sword, lançado oficialmente em 4 de setembro de 2026. O novo capítulo chega com a difícil missão de recuperar uma série que marcou a era do PlayStation 2 e,...Crítica | Onimusha: Way of the Sword — uma volta ao passado que sabe olhar para o futuro