Crítica | Ozark – Primeira Temporada

Estrelada e produzida por Jason Bateman – que vem demonstrando um exímio trabalho como ator dramático nos últimos anos e fugindo cada vez mais das típicas comédias que o consagraram em Hollywood -, Ozark conta a história de Marty Byrde, um consultor financeiro que se muda para uma cidade distante com intuito de lavar dinheiro de forma mais discreta para seu chefe traficante do cartel mexicano. As claras inspirações da série vem de Breaking Bad (na trilha sonora e em vários momentos da série em questão da trama) e True Detective.

A diferença é que em Ozark a proporção de causa e efeito é muito mais explosiva e instantânea do que em Breaking Bad. As situações se apresentam e logo são resolvidas, sem um grande suspense ou expectativa. Isso não é ruim, porém dá a impressão de urgência maior do que a necessária, já que cada episódio tem em média uma hora e haveria um espaço maior para desenrolar mais tranquilamente cada situação.


Um bom roteiro é uma coisa que com certeza Ozark possui, apesar de ser um pouco previsível em certos momentos, mas nada que estrague sua incrível aventura no mundo da lavagem de dinheiro. Apesar disso, em outros momentos, a série te surpreende várias vezes de várias maneiras.

A relação da família também é diferente, já que aqui a esposa sabe desde o começo de tudo. Essa dinâmica é legal de ser vista, já que um casamento destruído precisa se manter para que eles continuem vivos. A esposa, Wendy (Laura Linney) se dá bem num papel cheio de nuances e com potencial de transformá-la na co-protagonista da história. Sagaz, política e esperta, Wendy é a melhor e pior aliada de Marty ao mesmo tempo. Seus filhos tomam o mesmo caminho, a família está unida no crime. Johah (Skylar Gaertner), o filho mais novo, mostra em alguns momentos como a situação roubou sua infância, e é assustador assistir sua evolução.

Ozark é sem dúvidas outra grande produção com o selo Netflix trazendo grandes atuações, uma trama envolvente e momentos inesperados e extremamente tensos, apesar de alguns problemas de desenvolvimento e um roteiro em certos momentos frágil. Vale conferir, pois esta tem tudo para ser uma das melhores séries do ano.

Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Criador do Estação Nerd. Chamo ele de filho sim. Já fui crítico para o Blog Preguiça Alheia e para a CINEART. Palestrante nas edições da Campus Party. Mantenho a paixão por cinema desde criança e meu maior sonho é ter um sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!

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