Pai em Dose Dupla (Daddy’s Home) foi lançado em 2015 e foi uma grata surpresa daquele ano, arrecadando bem e sendo bem recebido pelo público, uma sequência foi encomendada e esta estreia nessa quinta-feira aqui no Brasil, a continuação tem como proposta principal evoluir as relações apresentadas no primeiro filme e acrescentar novos conflitos.

No filme de 2015, o conflito se deu nas relações familiares entre padrasto e pai. Já nesta continuação o foco é nas escolhas de como criar os filhos e o ego dessas figuras paternas, incluindo os avôs.

Sean Anders (Os Outros Caras), consegue combinar momentos incríveis com outros de puro tédio (a cena da discussão do termostato é a coisa mais estúpida que vi esse ano), o maior acerto do diretor aqui é a escolha do quarteto de protagonistas, a dupla Ferrell/Wahlberg está a vontade na reprise de seus personagens, Mel Gibson (Até O Último Homem) faz o pai do personagem de Wahlberg basicamente uma paródia de si. Então prepare-se para ver um festival de ações “erradas e inapropriadas” do vovô, como por exemplo, fazer uma piada no nível “haviam duas prostitutas mortas num bar…” para seus netos. Já John Lithgow (Dexter) é o pai de Will Ferrell e cria o estereótipo inverso de pai, super protetor e amoroso.

O filme se sustenta pelo carisma dos quatro atores principais e pela relação entre eles. O elenco infantil e Linda Cardellini (Fome de Poder) também merecem destaque pela evolução de seus personagens.

O ponto falho dessa continuação é seu roteiro, que abusa do humor físico e é bastante previsível para a resolução dos conflitos ao contrário do primeiro filme que é mais irônico, a continuação perde força nesse quesito, se tornando uma comédia familiar e consequentemente menos divertido que o primeiro filme.

Porém mesmo tendo um roteiro falho o saldo ainda é positivo, Pai em Dose Dupla 2 é uma boa pedida pra assistir com a família e dar umas boas risadas.