Crítica | Rambo: Até o Fim

Rambo possui uma série de filmes baseada no romance “First Blood”, de 1972, escrito por David Morrell, é que ganhou corpo, rosto e por que não também dizer um coração a partir da interpretação de Sylvester Stallone (Rocky Balboa) como protagonista. O primeiro filme é um clássico e foca na história do veterano da Guerra do Vietnã rejeitado pela sociedade, os demais filmes perderam essa essência e o, provável, último capítulo (intitulada no Brasil como Rambo: Até o Fim) vem para enterrar a franquia com uma pá de cal sem dó nem piedade.

O tempo passou para Rambo, que agora vive recluso em um rancho. Sua vida marcada por lutas violentas ficou para trás, mas deixou marcas inesquecíveis. No entanto, quando uma jovem de uma família amiga é sequestrada, Rambo precisa confrontar seu passado e resgatar suas habilidades de combate para enfrentar o mais perigoso cartel mexicano. A busca logo se transforma em uma caçada por justiça, na qual nenhum criminoso é perdoado. Vamos discutir primeiros os pontos positivos deste filme. A direção de Adrian Grunberg (Plano de Fuga) é correta em seus planos durante todo o filme e possui seus melhores momentos nas cenas de ação regadas bastante violência no último ato, o que é uma pena, pois dois terços do longa o diretor gasta em um enfoque que pouco lembra o Rambo que vimos.

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Outro ponto positivo é a presença de Stallone como Rambo, se outro ator fizesse esse mesmo filme certeza que o resultado seria pior do que com Stallone. Ele basicamente carrega o longa nas costas e entrega uma atuação comovente no papel de um homem amargurado pelo tempo e pela sociedade, além de “destruir” nas cenas de ação. Bom amiguinhos isso é tudo de positivo que esse longa tem a oferecer. O roteiro é repleto de diálogos que provavelmente foram descartados de uma novela mexicana, a pobre montagem é confusa, e consegue a proeza de se perder na própria trama (exemplo disso ocorre na cena tempestade). Os dois primeiros atos só não são mais parados que água que dá dengue e só melhoram com o terceiro ato tardio. A utilização de flashbacks é feita de modo redundante e em excesso, o que irrita bastante.


Por culpa do roteiro raso, os demais personagens são esteriótipos vagos, no filme temos: vilões MEXICANOS, mulheres frágeis, herói americano. Não espere mais nada. A franquia sempre teve momentos testosterona no qual “apelava” pra violência para compensar os seus furos no roteiro e vacilos na direção, este novo capítulo nem disso foi capaz.

Num resumo honesto, Rambo: Até o Fim é uma aposentadoria amarga para um herói que marcou gerações e época. Desprovido de emoção e coerência essa aventura talvez possa ser vista pela nostalgia de ver, pela última vez e por pouco tempo, John Rambo em ação.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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