sex, 17 junho 2022

Crítica | RRR – Revolta, Rebelião, Revolução

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Na crescente indústria de Bollywood, responsável por diversos títulos todo o ano, apenas atrás da previsível Hollywood. O cinema indiano ganha destaque com o passar dos anos devido sua alta exploração em diversos gêneros, sobretudo o épico, notoriamente conhecido por conta dos absurdos envolvidos em cenas e cenas de exagero na ação construída. Agora, com RRR- Revolução, Rebelião, Revolução caindo no gosto do público, talvez o destaque finalmente seja alcançado.

Um guerreiro corajoso em uma missão perigosa encontra um policial durão que serve ao exército britânico nesta saga épica ambientada na Índia pré-independência. RRR tem sua trama inspirada, de forma parcial, em uma história real. O filme, no entanto, não pretende ser uma espécie de documentário, sentindo-se mais livre para se ater ao reino da ficção. Mas pode haver verdade em pedaços da obra, que o diretor e o roteirista reuniram para uma visão do movimento. O diretor do longa, SS Rajamouli, depois de trabalhos como Baahubali e “Eecha”, que traziam essa carga de ação exagerada e um melodrama presente em quase toda cena, aqui não é diferente, com mais orçamento e uma duração chamativa, o épico é realmente alcançado.

A megaprodução usa mitos antigos e inserções regionais para fabular a história da Índia no período de colônia inglesa. Os condutores da história são Ram, talvez o representante carnal desse absurdo do cinema de Bollywood, uma máquina, um soldado quase invencível que está do lado dos ingleses. E temos Bheema, uma espécie de pastor/ filho da floresta que impressiona por sua gentileza, mas também é extremamente forte e destemido. Essa união entre os personagens é a principal coração dessas três horas, o verdadeiro significado da amizade mesmo diante das adversidades. Enquanto o filme lida com outros temas, como racismo, colonialismo, e a injeção de muitas sequências de dança hipnotizantes.

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O filme não economiza efeitos especiais, lugares, câmeras lentas, e principalmente em trilha sonora. É quase absurdo perceber que toda cena é carregado de uma trilha muito intensa, aumentando demais o melodrama da obra. Até mesmo uma pequena cena envolvendo flashback ou alguma citação é carregada da maravilhosa música do filme. Além disso RRR também empresta muito da mitologia Hindu, crescendo mais com seu ato final, quando esse lúdico é jogado para a ação direta. Sendo direto, diversas cenas de ação desse longa deixam produções como Marvel em um nível abaixo, não é exagero dizer isso, a maioria das cenas são feitas com muito cuidado(destaque para uma cena absurda envolvendo Ram contra centenas de pessoas), é óbvio que as cenas tem seu exagero, mas diferente de antigas produções da Índia, aqui é tudo tão bem feito, tão vigoroso e épico, é impossível não se empolgar. Alguns dos defeitos perceptíveis são mascarados pelo absurdo trabalho de ação do filme.

RRR- Revolta, Rebelião, Revolução encontra-se disponível na Netflix, até o presente momento é o Blockbuster do ano. É quase intuitivo desejar que seja um porta de entrada para esse cinema tão interessante que é Bollywood, com menos orçamento comparado aos estúdios bilionários americanos , aqui conseguem fazer um trabalho primoroso de ação, música, e uma baita homenagem para seu próprio país. Ao seu final, a sensação de realmente ter vivenciado um épico é notória, a importância das histórias serem ouvidas de uma forma que ultrapasse as barreiras linguísticas e diferenças culturais, isso acontece aqui. Filmaço!

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