Crítica | Sem Conexão

Sem Conexão é um longa polonês, que iria estrear inicialmente nos cinemas em março, mas devido à pandemia acabou ficando em “espera” até que a dona Netflix comprou os direitos de exibição e o colocou no catálogo mundial. O terror teen faz clara homenagem aos filmes do gênero dos anos 80, como Sexta-Feira 13 e O Massacre da Serra-Elétrica. 

Cheio de personagens clichês e com muita perseguição. O filme assume o manto de “homenagem” ao incluir piadas sobre como as pessoas morrem em filmes de terror e ainda faz comparações com O Exterminador do Futuro e Um Lobisomem Americano em Londres. Infelizmente mesmo com essas excelentes observações, o filme acaba caindo em erros bobos e não inova. 

O filme conta a história de jovens que vão para um acampamento em uma floresta para fazer uma espécie de desintoxicação das redes sociais. Porém a conexão do nome com o enredo acaba aí. Se o nome fosse chamado de “Férias Malditas” ou “Acampando no Inferno” combinaria muito mais com a proposta do longa. Esses jovens são separados em grupos menores que precisam fazer uma caminhada de 3 dias na floresta. Aí que começa a perseguição. Logo os personagens se deparam com as criaturas e as mortes começam a acontecer uma a uma.

Temos personagens completamente estereotipados. A linda loira que se sente julgada por sua beleza. O bonitão que vive de aparências. O engraçadão que tira sarro dos outros para que não reparem em suas fraquezas. A menina misteriosa esquisitona. E, por último mas não menos importante, o nerd covarde. Até o próprio filme faz piada com isso. Pena que não é o suficiente nem mesmo para arrancar algumas risadas.

E por falar em risadas, o filme falha miseravelmente ao tentar incluir cenas de “humor”, como um instrutor com a língua presa. Além disso os atores não são nem um pouco carismáticos e não conseguem prender a nossa atenção. 

Se você busca um filme para levar sustos, esqueça! Aqui você não levará nenhum. O filme se passa praticamente todo durante o dia, com sol a pino, com luz quente e alta saturação. A trilha sonora é até certo ponto “animada”. Anulando completamente qualquer possível clima de “suspense”. 

O filme é extremamente longo, com diálogos tão superficiais que mantém o mesmo ritmo o tempo todo, ou seja, acaba ficando massante. Há vários momentos que não fazem o menor sentido. As mortes são sem sentido. Os vilões não possuem motivação. Tudo é completamente previsível. 

Depois de filmes como A Babá e A Morte Te Dá Parabéns, que abusam do gênero slasher com muito humor e criatividade. Não é difícil preferir ficar sem conexão a ver este filme.

NOTA

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