Crítica | Sequestrando Stella

Sequestrando Stella, remake do suspense britânico O Desaparecimento de Alice Creed, estreou nesta sexta (12) na Netflix é vem para provar que nem sempre um bom filme precisa ter um investimento muito grande. Basta apenas uma boa ideia e uma câmera na mão. Em Sequestrando Stella, dois criminosos resolvem enriquecer ao raptar a filha de um ricaço. Simples é objetivo o filme foca os seus 90 min de duração nesse processo.

O primeiro ato é muito bem realizado! Construído meticulosamente, sem uma única palavra dita mostra toda a preparação da dupla de criminosos. Essa visualização da organização de um crime funciona muito melhor do que uma exposição verbal dos fatos. Porém a partir da primeira palavra proferida o filme caí bastante de qualidade. O que é uma pena, pois o filme prometia bastante. Entre os bandidos existe uma relação de irmandade, que não é muito aprofundada e existe apenas para dar dramaticidade a trama. O que honestamente não funciona. O diretor Thomas Sieben (A Represa) consegue em alguns momentos passar uma tensão genuína, isso se deve a boa utilização do espaço onde o filme se passa e de takes quase sempre fechados que monstram a claustrofobia do local, além do desespero da protagonista. Porém o roteiro não consegue acompanhar a direção e mais atrapalha do que ajuda.

O roteiro possui apenas 3 personagens para desenvolver: Tom (Max von der Groeben, Dane‑se Goethe) um jovem que por alguma razão foi desviado do caminho certo e caiu na vida do crime; Vic (Clemens Schick, A Praia do Futuro) um indivíduo frio e calculista; e Stella (Jella Haase, Dane-se Goethe) a vítima. Porém uma reviravolta faz com que a trama desande. Ao invés de criar mais tensão o fato é ignorado, o que faz com que o longa perca força e caia em clichês até então evitados com louvor. No quesito interpretação o destaque fica para Jella Haase, que consegue transmitir com eficiência o desespero que uma vítima dessa situação passa. A dupla masculina entrega atuações frias e sem grandes emoções.


Sequestrando Stella não alcança o potencial máximo de sua história, inicia muito bem mas perde força caindo em alguns clichês do gênero. Apesar de tudo, o filme é um bom passatempo para os fãs do gênero. Caso queira uma versão mais aprimorada, assista o original.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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