Crítica | Sequestro Relâmpago

Veja nossos últimos stories

Sequestro relâmpago, novo filme da diretora Tata Amaral, traz Marina Rui Barbosa no papel de Isabel, menina de classe média, vítima do sequestro. Sidney Santiago Kuanza

( Matheus) e Daniel Rocha (Japonês) são os dois sequestradores e completam o trio de protagonistas. A estória é baseada em fatos reais e irá às telonas dia 22 de novembro.

A trama começa mostrando um pouco da realidade dos dois lados. Isabel dirige um carro caro e bebe com os amigos, enquanto Matheus vai de trem e promete levar fraldas pra casa. Antes de encontrar Isabel, Matheus encontra o Japonês, seu comparsa.

Ao abordar Isabel, a intenção da dupla era passar em um caixa eletrônico e sacar uma quantia de dinheiro que compensasse o crime. Porém, por uma série de acontecimentos, eles não conseguem o dinheiro e resolvem passar a noite rodando com Isabel até os bancos abrirem pela manhã. A partir desse momento a tensão do filme oscila, enquanto Isabel traça estratégias para escapar daquela situação.“Isabel se vê ameaçada e precisa negociar sua vida durante toda uma noite. Por outro lado, ela percebe que poderia ser amiga ou colega de escola de Matheus e Japonês não fosse o abismo social, econômico e cultural que os separa. Isabel compreende a natureza desse abismo. É feminista, de classe média empobrecida, que acredita poder se aproximar de seus sequestradores e convencê-los a não usar de violência para com ela e sua família. Isabel acredita no diálogo.” segundo Tata Amaral.

O filme traz algumas camadas de críticas sociais. Além das óbvias da desigualdade social e da segurança pública, retrata também o machismo, a vulnerabilidade da mulher e a representatividade transsexual. Conforme explica a diretora. “Minha maior motivação foi, por meio desta história verídica, falar do medo que toda mulher brasileira sente de sofrer violência sexual, violência de gênero. O Brasil é o 5º no mundo em violência contra a mulher”. A desigualdade também é percebida enquanto o trio se desloca pela cidade de São Paulo, passando por bairros nobres e regiões menos favorecidas.

- Advertisement -

Apesar desses elementos, o filme não empolga, os diálogos são artificiais e as atuações deixam a desejar. De tantas estórias que poderiam virar filme, foi escolhida uma pouco interessante e sem grandes acontecimentos.

Revisão Crítica

nota

Deixe sua opinião!

Instagram

AS MAIS LIDAS

Confira a crítica de Luca Confira a crítica de Paternidade Confira amizades marcantes dos filmes da Pixar 4 musicais para ver antes de Em um Bairro de Nova York Confira a crítica de Aqueles que me Desejam a Morte Confira a crítica de Uma Skatista Radical