Crítica | Sex/Life: Cabe ou não cabe uma maratona?

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Baseado no livro 44 Chapters About 4 Men, de B.B. Easton, a nova série da Netflix aposta em triângulo amoroso e cenas picantes para chamar a atenção do espectador. 

Billie, casada com Cooper, está vivendo um momento ruim do casamento na qual o romance cai na rotina e não há nenhuma aventura em comum ou descobertas. Em razão disso, Billie começa a relembrar com frequência seus momentos quentes com seu ex namorado Brad. A protagonista não apenas relembra os momentos sexuais, mas registra os momentos, incluindo as memórias mais picantes, em seu diário online no notebook. Até o momento de seu marido acabar lendo seu diário e tentar resolver o conflito ali presente. 

A série tem 08 episódios bem duradouros e traz um arco intenso para a protagonista: o fato de uma mulher lactante, com dois filhos pequenos e um casamento de anos, não ter uma libido como já teve anteriormente, bem como um casamento que já está na rotina e ter que lidar com isso da melhor forma possível. 

Como a série é baseada em um livro, é comum, pelo menos atualmente nos livros com temáticas eróticas, o foco no prazer feminino e não no prazer masculino, como outras obras cinematográficas costumam abordar. E é trazendo essa temática de foco no prazer feminino que as cenas de sexo mostram como é a relação pela visão da mulher, visão esta que sempre foi negligenciada e até mesmo ignorada. 

O foco da série é o dilema emocional da protagonista que não entende o motivo de reviver todas as lembranças sexuais com seu ex, não entende como seu casamento chegou na rotina e tudo só piora com o retorno do ex à sua vida, que, como na maioria das obras, chega com todas as promessas de mudanças absurdas. 

São 08 episódios em que a protagonista encara o dilema de tentar salvar seu casamento ou resistir à tentação de aceitar um ex de volta à sua vida com a promessa de que nunca iria lhe magoar. E conforme a história avança, percebe-se a razão do relacionamento com o ex não ter dado certo, apesar das lembranças quentes que Billie carrega consigo: seu relacionamento era claramente abusivo. 

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Talvez, para a protagonista seja difícil perceber o quanto o relacionamento anterior lhe fazia mal e para confortar-se, se agarrava às lembranças boas, que apareceram justamente no momento mais sensível da mulher: o puerpério. 

O roteiro não valoriza a protagonista. As cenas de sexo valorizam o prazer feminino, porém nas demais cenas a protagonista é sempre tratada como uma personagem triste, indecisa e que não sabe se escolhe o marido ou o ex com inúmeros problemas.

Não somente a protagonista, mas os demais personagens também são tratados de forma contraditória. O marido de Billie, Cooper, principalmente, toma decisões que nitidamente são baseadas em seu ego e em sua insegurança como homem. Suas atitudes não demonstram serem decididas com base em mudar o estilo da relação, se reinventar ou tentar resgatar um sentimento aventureiro de começo de relação.

Logo, vê-se essa contradição: uma hora a série traz a premissa de valorização feminina, exploração de relacionamento abusivo, outra mostra uma protagonista focada na indecisão e sempre arrasada e levada à tristeza extrema.

Quem gosta do gênero erótico por puro entretenimento vai se render às cenas quentes da série. Mas mesmo quem goste do gênero talvez não se prenda tanto pelo enredo.

Além disso, é quase certo que uma segunda temporada chegue ao catálogo do streaming em breve pelo conteúdo que agrada um grande público.

Sex/Life está disponível na Netflix.

Revisão Crítica

nota
Tabatha Oliveirahttps://estacaonerd.com/
Uma advogada apaixonada por cultura nerd que vem se redescobrindo e se encantando pelo mundo de criação de conteúdo.

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