seg, 22 junho 2026

Crítica | Sisu: Estrada da Vingança

Publicidade

Após os acontecimentos do primeiro filme, Aatami Korpl retorna à casa na qual sua família fora brutalmente assassinada, durante a guerra. Sobrecarregado pelas memórias, ele decide destruir a construção para recomeçar a vida do zero, em outro lugar. No entanto, o general responsável pelas mortes de sua esposa e filhos é liberado da prisão com a missão de mata-lo, terminando, assim, o trabalho que havia começado. Os traumas de seu passado transformaram Aatami no “homem que se recusa a morrer”, uma espécie de John Wick finlandês: sisudo, de poucas palavras, marcado por uma tragédia pessoal que o deixou-o impiedoso e disposto a dar cabo a todos aqueles que cruzarem seu caminho.

Essa sede desenfreada por vingança/sobrevivência rende cenas de ação tão potentes e bem coreografadas quanto as do primeiro filme, com direito a sanguinolência, violência gráfica, explosões grandiosas e perseguições em um deserto tão inescrupuloso, quanto os personagens que o percorrem. Em que pese a ação seja tão estilizada e brutal, lhe falta urgência, devido a dificuldade em se importar com o personagem principal. Se no primeiro filme a sina de sua família era o suficiente para que simpatizássemos com ele, passados quase quatro anos daqueles acontecimentos, resta pouca empatia no espectador.

A falta de inspiração na recapitulação dos eventos através de diálogos expositivos que narram os mesmos fatos em dois momentos diferentes não ajuda a reconquistar o público. A dor daquele homem só existe textualmente, sem refletir-se de fato no filme. O sentimentalismo protocolar da revisita à casa é tão clichê quanto vazio. Quando as imagens não evocam emoções genuínas, apela-se para a verbalização de tragédias passadas, na tentativa de causar, ao menos, revolta em quem assiste.

Publicidade

Ao menos em filmes como John Wick, o carisma inato de Keanu Reeves faz o público, imediatamente, torcer por ele. É claro que não é essa a medida de qualidade máxima de uma obra cinematográfica. O problema é que, nesse caso específico, o afastamento entre Aatami e espectador acaba comprometendo o impacto do filme, já que pouco importa o resultado daqueles embates, por mais belos que sejam. Visualmente, o longa impressiona pela visceralidade das cenas de luta e as frenéticas perseguições, ainda que falte a latência necessária para deixar a audiência na beira da cadeira. Funciona como um filme de ação regular, com algumas poucas passagens marcantes.  

Publicidade

Publicidade

Destaque

Toy Story 6 | Sexto filme da franquia irá encerrar a história de Bonnie; Confira!

Em entrevista ao Deadline, o diretor Andrew Stanton (roteirista de...

Anime Friends 2026 terá entrada gratuita no primeiro dia de evento

O Anime Friends 2026 terá entrada gratuita no primeiro dia de festival, na quinta-feira, 02 de julho.

ONDE ESTÁ WALLY WALK & RUN – Etapa Rio

Sucesso absoluto em São Paulo e Belo Horizonte, a última...
Raíssa Sanches
Raíssa Sancheshttp://estacaonerd.com
Formada em direito e apaixonada por cinema
Após os acontecimentos do primeiro filme, Aatami Korpl retorna à casa na qual sua família fora brutalmente assassinada, durante a guerra. Sobrecarregado pelas memórias, ele decide destruir a construção para recomeçar a vida do zero, em outro lugar. No entanto, o general responsável pelas...Crítica | Sisu: Estrada da Vingança