Baseado na história real de uma revolta que ocorreu no campo de extermínio russo de Sobibor, durante a Segunda Guerra Mundial, e do oficial soviético Alexander Pechersky. Quando era um prisioneiro de guerra em Sobibor, Pechersky conseguiu fazer o impossível: organizar um motim que resultou na fuga em massa dos prisioneiros do local. Muitos dos fugitivos foram mais tarde capturados e mortos – o resto, liderado por Pechersky, conseguiu se juntar aos seus compatriotas e engrossar as linhas defensivas russas.

O longa-metragem é representante da Rússia ao Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

jCk3wOL4rlBspolq1Q0Jdtf5516DRqLPzNuq59YvUHLroq2Q-1a7ypF9271ntfwQvAyBMTkzigR9HJlsQddUT6UpkboJR5j2w_FYiUT7HPLCm_EeANHHooANbuGNzZ9q8LRyGcq8 Crítica | SOBIBOR

Ter a oportunidade de assistir à “Sobibor”, me fez refletir demais, e principalmente agradecer por não ter feito parte dessa época horrível da história.

É impressionante como os atores desse filme são bons, dá para ver o medo estampado no rosto de cada um deles, a forma com que se dedicaram é de aplaudir. Os atores realmente são muito bons, cada movimento, gesto, o jeito de olhar, em momento algum eles passam a sensação de não saber o que estão interpretando, o que torna o filme ainda mais real.

Chega a ser maravilhoso assistir esse tipo de filme e se atentar à cada detalhe, como por exemplo a fotografia dele. Para quem não sabe, a fotografia principal de “Sobibor” começou na Lituânia, no outono de 2016, e durou três meses. Sabe-se que Perchesky e seus parceiros chegaram ao acampamento em 22 de setembro, então a filmagem teve de ser realizada na mesma época, para assim o filme ser mais real, mais parecido com o que Perchesky viveu na época.

Inúmeras vezes durante o filme, temos a sensação de que estamos presenciando cada momento, que estamos juntos vendo cada judeu ser explorado e/ou ser executado!

Acaba sendo muito difícil saber o que foi mais doloroso para cada judeu morto nesta época: morrer baleado na frente de amigos ou familiares ou ser intoxicado na câmara de gás – que por sinal é um momento muito constrangedor e vergonhoso, por ter que se despir na frente de outras pessoas, ter seu cabelo cortado para no fim, a promessa de trabalho na verdade ser mentira e você morrer.

O filme não chega a ser perturbador, porém, nos faz ter um sentimento de proximidade maior com os judeus e nazistas, porque é importante saber o que aconteceu em cada campo, como as pessoas se sentiam e como lutavam para poder sair dali.

Como um todo, o filme é perfeito, pois é desafiador, emocionante e cheio de verdades, e merece muitas premiações, pois é uma parte muito importante da história.

4PMrYOzaURUEtE4bHoHRVwFtTV5tIgEUmu2xT-aukaN1bIGA2DZD5uVQ0Tgnh4ieCylav6E4HSiB8LrfBlLVoeUYm-D0iAX4b_wTo--GS2H0X7b6ekYVq7X--D_gxtWqT5JQIT3_ Crítica | SOBIBOR

CURIOSIDADES SOBRE O FILME

A história única e inspiradora da fuga esperou muito para ser filmada. O longa-metragem foi baseado no livro “Alexander Pechersky: Breakthrough to Immortality”, que inclui as memórias de Alexander Pechersky e o poema “Luca”, de Mark Geylikman. Em 2011, o poema desencadeou a campanha internacional dedicada à eternização da memória dos heróis da rebelião em Sobibor. Ilya Vasilyev, o autor e compilador do livro, também é chefe da Fundação Alexander Pechersky e um produtor criativo do filme.

Desde o início, Konstantin Khabensky se juntou ao projeto como o protagonista masculino, mas logo os produtores perceberam que ninguém seria melhor para dirigir esse filme que ele e o convenceram disso.

O cineasta Andrey Malyukov, criador de filmes tão populares da Segunda Guerra Mundial, como “Back in Time” e “Match”, contribuiu para ”Sobibor“ como diretor de arte.

Os produtores convidaram estrelas europeias para interpretar prisioneiros e guardas do campo, alguns deles são bem conhecidos do público russo.

Até mil atores participaram de cenas de multidões. Todos os prisioneiros usavam roupas leves e as condições climáticas desafiadoras causaram muitos problemas à equipe de filmagem.

O cenário principal foi criado com precisão histórica, de acordo com as plantas do campo de concentração nazista, sob o comando do designer de produção Jurgita Gerdvilaite.

Enquanto trabalhavam no filme, os roteiristas receberam consultoria do diretor da Fundação Alexander Pechersky e autor de dois livros sobre Sobibor, Yulia Makarova, e dos descendentes de Alexander Pechersky: sua filha Eleonora Grinevich e sua neta Natalia Ladychenko.

O crítico literário e teórico de literatura, Mikhall Edelstein, se tornou um conselheiro acadêmico do projeto.

Oz8eN23ISEHCX75C5aQUuNdV_DxhIMJwINyVz3QDlK0hSjplyYe_WeSG94VNHGhRaNnAvVIHaIU6uVysRelB5xTLyxRoKR-sjdd8IKy27c2LzFQLCi7TPSkm-Irw35107FQIleEy Crítica | SOBIBOR

O filme tem previsão de estreia para 25 de Abril nos cinemas brasileiros.