James Wan ganhou os holofotes dos cinéfilos após apresentar ao mundo seu primeiro longa-metragem de sucesso, Jogos Mortais, que ganhou uma série de sequências, não dirigido por ele, mas produzido.

O mestre do terror deste século XXI, Wan e sua equipe são responsáveis por criar ícones como os bonecos Billy (Jogos Mortais), Anabelle (Invocação do Mal), a Freira Valak (Invocação do Mal 2). Neste novo capítulo Wan, infelizmente, volta apenas como produtor deixando a direção no colo de Adam Robitel (A Possessão de Deborah Logan).

Em a última chave conhecemos as origens de Elise (Lin Shaye), bem como os acontecimentos que marcaram sua vida e as consequências que vieram acompanhadas. O filme tem início na sua casa de infância quando esta começou a perceber que tinha capacidades especiais e como estas moldaram o futuro da sua família. O desenrolar do filme nos remete para o presente que fica situado após Sobrenatural: A origem e antes dos dois primeiros capítulos. Em 2010 Elise precisa voltar a casa onde passou sua infância para enfrentar seus fantasmas e horrores.

O problema deste novo capítulo é a obsessão em encaixar todas as peças do quebra cabeça. O filme consegue fazer isso, aos trancos e barrancos, mas é algo desnecessário. Os personagens aqui são forçosamente importantes, e muito mal desenvolvidos. Bruce Davison (X-men: O filme), Spencer Locke (A casa Monstro) e Caitlin Gerrad (A Rede Social) aparecem do nada e vão embora sem explicação (e sem deixar saudade).

Outro problema desse novo capítulo são os ajudantes Tucker (Angus Sampson da série Fargo) e Specs (Leigh Whannell de Jogos Mortais e Roteirista de todos os capítulos de Sobrenatural) que servem de alívio a trama. Tanto humor num filme de horror atrapalha e corta a concentração necessária para entrar no clima. Não sei se era intenção fugir à fórmula, mas posso adiantar que não funciona.

Mesmo com esses problemas citados, o roteiro de Leigh Whannell consegue com esperteza lançar bons sustos e o diretor Adam Robitel acerta na sua direção. Lin Shaye basicamente carrega o filme inteiro nas costas.

Em resumo, Sobrenatural: A última Chave é um thriller de terror sobrenatural bastante adequado, com alguns bons sustos, uma ótima atuação de Lin Shaye e que fecha o ciclo fazendo relação com o primeiro filme da série. Porém ao compararmos este filme com os outros filmes da franquia fantasmagórica, Sobrenatural: A última Chave é claramente uma grande decepção.