sex, 26 junho 2026

Crítica | Socorro!

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O diretor Sam Raimi traz novamente sua mistura de gêneros ao encarnar suspense/humor e uma retratação do atual mercado de trabalho em tela. O talento da direção até o elenco traz um exercício divertido da troca de comando entre um chefe e sua funcionária mal valorizada presos em uma ilha deserta.

Dois colegas ficam presos em uma ilha deserta, os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles devem superar ressentimentos passados e trabalhar juntos para sobreviver, mas, em última análise, é uma batalha de vontades e inteligência para sair de lá vivos.

O que não existe segredo é que o estilo do diretor está imprimido em tela. São diversos close ups extremos desde no escritório para alguma repulsa do chefe com sua funcionária até o momento da ilha onde toda a selvageria é aflorada. O grande chamariz fica no humor ácido, a principal ferramenta ao longo do filme , que vai acabar se misturando desde farpas entre a relação problemática de trabalho até o humor mais físico em relação à instabilidade do personagem do Dylan O’Brien.

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Rachal McAdams as Linda Liddle in 20th Century Studios’ SEND HELP. Photo by Brook Rushton. © 2025 20th Century Studios. All Rights Reserved.

O longa faz um bom trabalho de caracterização da protagonista. A atriz Rachel McAdams faz uma boa funcionária dedicada, porém desleixada, quanto aos outros requisitos de organização ou visual. E toda sua energia e vício a programas de sobrevivência é muito bem repassada no momento em que precisa se virar na ilha, praticamente sozinha, acompanhada do inútil chefe. Toda a questão envolvendo a criatividade de construir armamentos, casas, ferramentas é convincente devido às limitações da ilha.

E existe um uso desbalanceado da computação gráfica ao longo do filme. Ele
balanceia o bom uso no momento do avião, ao combinar o pânico geral e a sensação de catástrofe à queda do avião. Mas existem momentos que tiram um pouco da imersão, como no porco selvagem, que traz uma sensação boa de desapego com a realidade, porém uma má combinação com a realidade, trazendo o famoso “vale da estranheza”.

O filme se ganha por conta da diversão, da química entre os atores e os diversos conflitos que vão escalando ao absurdo até o final da história. A troca de posição entre os dois e a não aceitação do chefe em relação a toda a situação e uma dependência de sobreviver com sua (ex?) funcionária deixa tudo bem interessante. Fora o conflito da protagonista de não querer deixar a ilha por conta de sua nova vida ali, é algo que beira mais um lado cômico, mas traz uma reflexão com os problemas do mundo moderno.

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No final das contas, Socorro! é um bom retorno do diretor ao gênero. Traz de volta suas manias e trejeitos audiovisuais muito agradáveis de se acompanhar em tela, e um estilo com muita personalidade que combina um carisma para a história, personagens e visual.

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