ter, 9 junho 2026

Crítica | Star Wars: O Mandaloriano e Grogu

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Star Wars: O Mandaloriano e Grogu chega para acabar com o hiato de pouco mais de 6 anos sem qualquer filme de Star Wars nos cinemas. Durante esse período houve inúmeras séries do universo, e com sobras, a que mais se destacou foi sem sombra de dúvidas O Mandaloriano. Principalmente as duas primeiras temporadas, onde existiu um resgate daquele antigo sentimento de aventura dos antigos filmes e ainda sim trazer um passeio por diversos gêneros nas aventuras de Mando.
E agora, a Disney aposta em trazer estes personagens para a tela grande, quase 3 anos após a última temporada, e prosseguir a jornada dos dois protagonistas.

O filme Star Wars: O Mandaloriano e Grogu acompanha o caçador de recompensas Din Djarin e seu aprendiz Grogu em uma nova missão pela galáxia. Ambientada após a queda do Império, a trama foca na caça a esconderijos de remanescentes imperiais enquanto a Nova República tenta estabelecer a paz.

Basicamente é um episódio estendido em duas horas para a tela grande. O ritmo do filme se assemelha bastante com a série original, não tendo uma real preocupação em organizar os níveis de ameaça, momentos de calmaria, etc. Tanto que o filme é realmente divertido, ele passeia bem pelo universo Star Wars, seja pelos personagens carismáticos, as localidades que brilham os olhos, todo o quesito de elementos fantásticos é bacana. Mas a sensação que fica é de algo extremamente passageiro, sem um peso próprio para o filme, parece mais uma propaganda para a próxima e possível temporada que está por vir.

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É uma aventurinha, que sim possui um objetivo e tudo é deixado bem claro desde seu início, pegando o gancho do final da última temporada. Mas ainda sim parece mais um agrado para os fãs do que algo realmente importante com o universo do personagem. Tanto que parando para pensar, não acontece nada realmente importante com sua mitologia, com excessão da adição de algum personagem aqui ou ali, até mesmo o relacionamento de Mando e Grogu não apresenta nada de novo do que já vimos na série.

Existe um momento onde Grogu precisa cuidar de Mando que está ferido. Ali representa um momento de longa pausa para o ritmo do filme que acaba quebrando bastante a reta final. O filme acaba se estendendo em alguns momentos sem necessidade e assim inflando uma jornada que não precisa dessas barreiras.

Outrora, é ótimo poder observar um filme centralizado em seus dois personagens, sem precisar apelar para aparições especiais e assim construir e desenvolver seu próprio universo. Focando bastante nos dois protagonistas já estabelecidos e se virando como caçadores de recompensa da Nova República.

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Star Wars: O Mandaloriano e Grogu é uma adição divertida e sem peso para o universo do personagem. Ele guia a jornada por localidades belíssimas e bons momentos de ação, porém acaba que construindo um ritmo mal estabelecido para o cinema e a sensação de Filler, tal qual tão conhecido no universo de anime, é sentido aqui, uma trama bastante descartável e passageira.

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