Logo após os eventos de Star Wars: O Despertar da Força, começa a trama de Os Últimos Jedi. Enquanto a Primeira Ordem mostra-se cada vez mais forte e dominante, a Resistência tenta se conter como pode e atacar o possível para se proteger. Enquanto isso, Rey (Daisy Ridley) encontra Luke Skywalker (Mark Hamill) e pede para que ele ajude, de qualquer forma, a parar o grupo regido pelo Líder Snoke (Andy Serkis), General Hux (Domhnall Gleeson) e Kylo Ren (Adam Driver).

O oitavo episódio da saga ganha um ritmo intenso e obriga o espectador a questionar-se a respeito da dualidade bem versus mal. O principal foco do filme é mostrar a evolução das personagens Rey e Kylo Ren, que são erguidos com o auxílio dos seus respectivos instrutores, Luke e Snoke.

Abordar o roteiro do longa sem contar spoilers é uma difícil missão. O filme é escrito pelo também diretor Rian Johnson, que conseguiu mostrar o conceito da Força de uma forma pouco vista em todos os filmes anteriores. Além disso, ele consegue contar piadas e fazer rir até em momentos de muita tensão, colocando-as no momento certo e da forma certa. O mesmo acontece com os fan services. Não são poucas as referências à trilogia original, e essas fazem os fãs não só enxergarem o que se passa na tela com outros olhos, mas também arrancam lágrimas e emoções que estavam guardadas há bastante tempo.

O novo filme de Star Wars ganha nova personalidade ao ser dirigido por Johnson, porém não deixa de lado a ambientação e o espírito de aventura que contaminou gerações por todos esses anos. A direção e a fotografia caminham juntas a todo momento. As cenas no espaço fazem jus ao nome “Guerra nas Estrelas” e são muito bem coreografadas e bem feitas. Além disso, as cores são muito bem utilizadas (como também é visto nos trailers) e fazem com que os olhos do espectador brilhem a cada cena, seja ela calma e reflexiva ou super dinâmica e eletrizante.

Durante o filme, com certeza, muita gente teve vontade de tirar um print screen da tela do cinema para deixar como papel de parede do computador, por conta de tamanha beleza das cenas.

A trilha sonora assinada por John Williams é incrível e nem se compara com o filme anterior. Em Os Últimos Jedi, as composições são marcantes e dão a sensação de uma guerra na orquestra, ou orquestra nas estrelas, como preferir.

Os atores voltam tão bem quanto no episódio anterior. A ingenuidade de Rey vai se esvaindo aos poucos e Daisy Ridley consegue passar isso com muita clareza. Mark Hamill também se supera interpretando Luke Skywalker, conseguindo transparecer a experiência e maestria que o tornaram uma lenda naquele universo. Além disso, o filme conta com a presença de Carrie Fisher interpretando a Princesa/General Leia Organa, que infelizmente faleceu no final de 2016.

Finalmente, Star Wars: Os Últimos Jedi é uma realização aos fãs de Star Wars que queriam um filme ao mesmo tempo emotivo, eletrizante e muito surpreendente. Algumas perguntas ficaram para o Episódio IX, mas o oitavo filme da saga é autossuficiente para divertir (e muito) quem é apaixonado pelo espírito desse universo.