Talvez uma história de amor, novo filme nacional que estreia nos cinemas nesta quinta feira (14/06) estrelado por Mateus Solano (Confia em Mim) é um filme simplesmente encantador e apaixonante.

A sinopse do filme é no mínimo curiosa, pra não dizer original. Quando chega em casa, depois de mais um dia corriqueiro no trabalho, Virgílio (Mateus Solano) liga a secretária eletrônica e ouve um recado. É uma mensagem de Clara, comunicando o término do relacionamento dos dois. Porém, Virgílio não faz a menor ideia de quem é Clara. Perturbado devido ao seu jeito metódico, ele não se lembra de ter se relacionado com ninguém, mas todos ao seu redor pareciam saber do relacionamento dos dois. Agora, ele precisa encontrar essa mulher misteriosa.

20180508-talvez-uma-historia-de-amor-1 Crítica | Talvez Uma História de Amor

O filme é baseado no livro homônimo escrito pelo francês Martin Page, que marca a estreia do diretor Rodrigo Bernardo trazendo uma premissa original, Bernardo faz uma direção mais que acertada e afasta de sua obra qualquer sinal de um possível melodrama barato. O diretor aqui opta por trazer uma reflexão interessante sobre a importância de manter as memórias vividas, sejam elas dolorosas ou não com muito humor.

O elenco do filme é puro carisma e está em perfeita sintonia, Mateus Solano nos presenteia com uma performance marcante e única, o restante do elenco está no mesmo nível, uma participação que vale destacar é a de Bianca Comparato que está apaixonante, no papel da vizinha de Virgílio. Os demais atores cumprem bem os seus papéis servindo como guia na busca de Clara.

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Outro ponto positivo desta obra são: a fotografia, que faz com que a cidade seja mais um personagem na trama e a trilha sonora que vai de Charlie Brown Jr. à Frank Sinatra, impossível não curtir ao menos uma das canções. O ponto fraco do longa fica pelo final (não que seja ruim) é que ao descobrirmos quem é Clara o longa perde um pouco do seu brilho, devido ao uso de velhos clichês. Mas isso é um filme de amor, é o que é o amor sem um pouco de clichê?

Talvez uma História de Amor é uma obra leve, engraçada e acima de tudo romântica. E que deve ser vista, de preferência ao lado de quem se ama.