Crítica | La Casa de Papel – Parte 3

“Una mattina, mi son’ svegliato…”

Nessa nova temporada, a “Bella Ciao” vem com outro significado: Por la familia! O grupo de Dalís mascarados mais famosos de toda a Espanha voltam à ativa após cinco anos do roubo anterior. Dessa vez bem mais ambiciosos e estratégicos.

Com outro roubo genial, o objetivo principal dessa vez é resgatar o Rio, personagem feito por Miguel Herrán. Com desfechos mais que surpreendentes, la casa de papel volta com a mesma intensidade que deixa o público mais que ansioso por cada movimento dos dois lados da moeda: A polícia e os assaltantes revolucionários.


Novos personagens entram nesta trama e dão um toque bastante especial, pois apesar de ser quase a mesma situação, novas estratégias são adotadas por ambos os lados e quebram a ideia de repetição, algo extremamente único e bastante interessante para uma série que traz uma proposta bastante similar às das duas primeiras temporadas.

Outra novidade muito legal é que a parte quatro já foi gravada e ainda está sendo gravada de acordo com Álex Pina, criador da série, e Diego Ávalos, diretor de conteúdo original da Netflix na Espanha.

Ademais, os novos personagens que entram nessa trama são importantíssimos tanto para o desenrolar da série como para o próprio desfecho que, sem spoilers, foi incrível! Dentre eles, destaco:

“Bogotá”, personagem interpretado por Hovik Keuchkerian, um soldador e bandido.

“Inspetora Alicia”, interpretada por Najwa Nimri (que também participou da série Vis Vis da Netflix), divide opiniões por ser engenhosa, inteligente, minuciosa e principalmente, ter sede de controle.

“Palermo”, interpretado pelo argentino Rodrigo de la Serna, aparece na série em flashbacks como peça fundamental para o plano inteiro e também para arrasar corações e causar um pouco de discórdia entre os hermanos.

“Tamayo”, personagem de Fernando Cayo, atua ao lado da Inspetora Alicia com um contraste maravilhoso pela maneira na qual a personalidade de ambos os personagens foi montada. De um lado Alicia, extremamente engenhosa e fria e do outro lado, Tamayo, que leva a razão e a opinião pública acima de tudo.

La Casa de Papel se consolida como a série que virou uma das queridinhas da Netflix, com uma das melhores direções de imagem, elenco e roteiro, onde a equipe de direção ganha destaque por trás das telas pela atenção em cada mínimo detalhes.

Vale muito a pena!

Luíza Rochahttp://estacaonerd.com
Escritora. Trilíngue. Amante da sétima arte e às vezes escrevo poemas.

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