Com o retorno de Christophe Gans, diretor da primeira adaptação de Silent Hill ao cinema, existia uma certa “esperança” com o novo filme: Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno. Contudo, com os materiais de divulgação expostos, e ainda acompanhado de fotos dos bastidores, com direito a peruca mal feita e tudo, o resultado, infelizmente, é muito mais propenso ao desastre.
Uma carta misteriosa chama James de volta a Silent Hill em busca de seu amor perdido. Ele encontra uma cidade antes reconhecível e se depara com figuras aterrorizantes, tanto familiares quanto novas, e começa a questionar sua própria sanidade.

Enquanto no longa original, o diretor cria uma base misturando história original e diversos elementos do primeiro jogo da série e o segundo, tanto em personagens quanto em ambientação. Causando assim algo interessante, porém confuso quanto sua resolução e ritmo. Porém, o encontrado aqui é algo muito pior, é uma tentativa desastrosa de adaptar o segundo jogo da franquia, e consequentemente o mais aclamado e querido pelos fãs.
A direção tenta reproduzir diversas cenas tiradas diretamente do material original, só que a narrativa é tão bagunçada e esquisita que um ritmo que funciona exclusivamente para os games acaba inoperante para o filme. Se tornando um monte de momentos colados com o personagem passando por diversos locais e encontrando personagens importantes para a trama original, só que aqui são puramente mostrados em cenas de pouquíssimos minutos.
E não apenas isso, a história é modificada com novos elementos. Constroem toda uma contextualização do relacionamento de James e Mary, com diversos flashbacks, e ainda mostram um passado ligado ao culto, tão abordado nos outros jogos, mas inserido de uma forma que mais atrapalha do que acrescenta o material original. Uma péssima decisão.
O filme tira as cargas emocionais de diversos personagens secundários relevantes da história original e joga tudo para uma relevância apenas de Mary e James, com direito a um trocadilho de ambos os personagens em um túmulo, beirando o ridículo. E se assemelhando a algo irritante, o diretor em diversos momentos testa a inteligência do telespectador, ao colocar um zoom dentro do personagem Pirâmide Head, forçando uma explicação desnecessária no meio do longa.

E para dizer que é um desastre completo, a caracterização dos monstros é bem competente e toda a ambientação é interessante. Ela mescla locais famosos da franquia, principalmente o segundo jogo, e entrega algo competente, mesmo que abusando um pouco do digital e integração falsa.
Infelizmente o resultado aqui é desastroso. Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno é uma adaptação desrespeitosa com a franquia, e no final do filme é deixado muito claro a confusão e perda de noção ao representar aquela que é uma das franquias mais influentes de terror dos games.


