Crítica | The Bomb

Fatos históricos são sempre revividos para que haja além de comparativos, lembranças do que fomos e fizemos no mundo, e neste caso, do que nunca repetir.

O média-metragem The Bomb é um projeto audiovisual com trilha sonora da banda The Acid, que propõe uma reflexão sobre o fascínio, engenhosidade tecnológica e poder destrutivo da bomba atômica. Selecionado para a 67ª edição do Festival Internacional de Berlim, e mais no formato de documentário chocante, tende a trazer através de cenas e da música uma visão mais impactante ainda sobre os efeitos da maior arma de destruição em massa já detonada.

Com início focado em dar ao espectador um ar de imersão, justamente por conta da trilha sonora, as cenas mostram imagens históricas do fim/pós guerra restauradas, com algumas até então nunca vistas. Dando “grandiosidade” e “genialidade” ao desenvolvimento e construção das primeiras armas nucleares, o documentário avança, mostrando que mesmo os criadores, temiam a criação.


Justamente com a imersão sonora, as cenas atômicas são mostradas. Várias. E em sequência, todos os seus horrores. Desde os testes iniciais, à destruição em massa de Hiroshima e Nagasaki. E de seu povo. E aqui a tristeza pelo ato e a dor das pessoas, somadas a música de fundo, são terrivelmente perturbadoras.

O fim da guerra com o uso de armas nucleares só serviu pra dar mais foco aos países, em uma corrida armamentista nunca antes vista, rumo ao poder. E nas várias cenas de testes nucleares pós guerra, com armas cada vez mais destrutivas, nos mostram que neste caso o poder se resumi em destruição.

Com imagens angustiantes e trilha sonora melancólica, The Bomb é um novo modo de mostrar, chocante e friamente, o terror causado por uma das maiores invenções humanas.

Nota
Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Fundador do Estação Nerd. Palestrante, empreendedor e sith! No momento, criando meu sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!

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