Crítica | The Boys

Se você assina algum serviço de streaming ou canal de tv fechado é bem provável que já tenha assistido alguma série sobre super heróis. Na Netflix tinhamos Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. Na Warner, temos séries do Flash, Arrow e Titãs. O serviço da Disney + nem chegou é já fez anúncios de séries de seus heróis: Loki, Gavão Arqueiro e outras. Temos séries pra todos os gostos mas nunca nenhuma criticou este universo… Até agora. Na Amazon Prime temos The Boys, série que mostra o lado sombrio dos vigilantes de modo cruel, ácido e pra lá de sanguinário.

A série que estreou dia 26 de julho e já foi renovada para uma segunda temporada se baseia nas HQs de mesmo nome criadas por Garth Ennis (autor de Preacher), o foco da série e da HQ é mostrar o que acontece quando super-heróis, que são populares como celebridades, tão influentes quanto políticos e adorados como deuses, abusam de seus poderes ao invés de usá-los para o bem. Para impedir estes abusos surge uma equipe, The Boys, que se compromete em expor a verdade sobre The Seven e a Vought (o conglomerado multibilionário que administra estes heróis e encobre todos seus segredos sombrios).

O primeiro ponto positivo dessa série são os ótimos efeitos especiais (que deixam alguns filmes no chão), a violência gráfica também chama a atenção e as cenas de ação são muito bem elaboradas. Prepare-se para limpar a tela de tanto sangue que irá jorrar. As mortes são absurdas e pra lá de criativas. Outro ponto positivo é que a série questiona o papel do herói, pois aqui todos eles estão corrompidos pelo poder e dinheiro sendo explorados por empresas bilionárias. Neste sentido, é interessante notar que a série se leva a sério e gera debates interessantes. A comparação/paródia dos heróis da série (Os Sete) com a Liga da Justiça rende bons momentos e piadas, esses são os momentos mais leves da série (a cena com o herói “Profundo” resgatando um golfinho é um exemplo). Por fim, a trilha sonora é matadora e casa perfeitamente com as cenas sendo mais um elemento na história.


A adaptação não é 100% fiel as HQs, diluindo alguns temas para poder ser adaptada (os quadrinhos são bem mais pesados em suas críticas e situações), mas essa escolha é feita apenas para conseguir se adaptar o conteúdo ao tipo de narrativa escolhida pela série. No quesito atuação Karl Urban rouba as cenas no papel de Billy Bruto, Erin Moriarty também merece destaque no papel da Starlight, heroína que descobre a realidade cruel do mundo dos heróis. Os demais heróis retratados são esteriótipos rasos e não tem muito destaque.

The Boys é uma de oitos episódios de uma hora cada, porém possui um desenvolvimento ágil, ácido e cruel. Um prato cheio para os amantes do universos dos super-heróis e que possui conteúdo para criticar com maestria o universo dos heróis (e o nosso também). Muito bem produzida está é uma das melhores séries da Amazon Prime. Que venha a segunda temporada!

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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