Crítica | Todas As Mulheres do Mundo (Série)

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Todas as Mulheres do Mundo é uma série brasileira produzida e exibida pelo serviço de streaming da Globoplay, que declara todo seu amor à mulher brasileira. Uma verdadeira obra sobre as desventuras que vivemos por causa do amor. A série é baseada em um filme homônimo de 1966.

Todas as Mulheres do Mundo conquista pelo seu roteiro coeso dentro do universo criado. Cada episódio da série conta uma nova história de amor, envolvendo o mesmo homem, essas histórias funcionam bem separadamente ou unidas. Temos uma verdadeira antologia do amor! O fio condutor é o personagem de Emílio Dantas (Linda de Morrer) que é um homem apaixonado pela liberdade, pela poesia e, principalmente, pelas mulheres. É que mulheres! A direção de Patrícia Pedrosa (A Fórmula) é cheia de vida e pra lá de entusiasmante. O primeiro episódio é apaixonante (se ele não te ganhar, nem veja o restante, pois eles basicamente se repetem). A cada episódio vemos a evolução da relação do “casal central” e a paixão do personagem de Dantas por outras mulheres. O roteiro é simples, foca em mostrar as aventuras que o amor reserva enquanto não achamos a nossa alma gêmea, se é que isso existe. Os diálogos são complexos, porém apaixonantes neles vemos a nós mesmos. Quem nunca passou por situações parecidas com as narradas na trama? Se você não se identificar com nenhuma delas, você não viveu direito e ainda não sentiu a complexidade infinita que é uma paixão. A trilha sonora é outro ingrediente nessa mistura de sentimentos e vira quase um personagem. Magnifica é a palavra para as canções escolhidas para as cenas, todas casam muito bem com o que vemos e sentimos. A paleta de cores escolhida para a trama também merece destaque e chama bastante atenção.

O elenco é maravilhoso, as atuações são estupendas. Os destaques são: Sophie Charlotte que é apaixonante em cena e faz uma personagem repleta de nuances, Dantas faz um personagem totalmente oposto ao seu último trabalho na tv, aqui ele constrói um personagem sensível, que faz o que faz por amor, não vemos maldade nas suas atitudes. A química entre Charlotte e Dantas fará muitos casais sentirem inveja. O único defeito da série é que os episódios basicamente, se repetem. Podem até ser resumidos em: “o personagem de Dantas se apaixona por uma nova mulher, tudo começa bem e depois acaba.” Tudo isso ocorre em prol de mostrar a evolução desse personagem, mas poderia ocorrer de outros jeitos, ou pelo menos sem tanta repetição. Os três primeiros episódios e o que possui participação de Lília Cabral (Divã) são os meus favoritos, mas todos sem exceção são tecnicamente perfeitos e devem te conquistar.

Todas as Mulheres do Mundo é a prova de que o amor é complicado, horrível, belo, egoísta, ousado e principalmente apaixonante. Uma obra que traz reflexões interessantes sobre a vida, o amor e a morte com uma boa dose de humor.

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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