Crítica | Transformers – O Último Cavaleiro

Se você é fã MESMO de Transformers, aconselho que não leia essa crítica.

Se você, assim como eu, é fã de Michael Bay, aconselho que também não leia.

Aviso dado, vamos a crítica.


Transformers – O Último Cavaleiro é um erro. Fui ao cinema já com pouca empolgação pelo filme, pois já havia odiado o filme anterior (Transformers: A Era da Extinção) – que deveria mesmo ter extinguido a franquia – e consegui me decepcionar mais.

A franquia Transformers começou com um conceito muito interessante, lá em meados de 2007, trazendo uma grande batalha entre robôs gigantes alienígenas. De um lado os Autobots, liderados por Optimus Prime e do outro os Decepticons, liderados por Megatron. Naquela ocasião, os objetivos eram muito claros para os espectadores, Optimus queria recuperar um artefato para reconstruir seu lar destruído, Cybertron, já Megatron queria aniquilar os Autobots e conquistar o universo.

 

 

O problema é que a franquia se perdeu, totalmente. Nesse filme especialmente, Michael Bay não se preocupa nem um pouco com roteiro ou continuidade das cenas. Quando estamos tendo alguma lógica em algo, tudo muda de repente, acrescendo mais alguma cena LONGA, cheia de explosões e totalmente sem sentido.

O Último Cavaleiro destrói os principais mitos da franquia Transformers e redefine o que significa ser um herói. Os humanos e os Transformers estão em guerra, Optimus Prime se foi. A chave para salvar nosso futuro está enterrada nos segredos do passado, na história oculta dos Transformers na Terra. A salvação de nosso mundo recai sobre os ombros de uma aliança improvável: Cade Yeager (Mark Wahlberg); Bumblebee; um lorde inglês (Sir Anthony Hopkins) e uma professora da Universidade de Oxford (Laura Haddock).

Ou seja, os Transformers existem desde a era do gelo, passando – aqui nesse filme – pela era das cruzadas, lutando a favor do Rei Arthur, Merlin, Deusas Espaciais, Planetas Vivos, Novos Autobots, Presidiários, Cidades Desertas no meio de grandes capitais, castelos, Lordes, crianças, estádios, CIA, NASA…. Se você não entendeu nada do que disse nessa última parte, acabei e resumir o filme e ainda estou tão perdido quanto você leitor.

E, acreditem:  O excesso de ação incomoda. Lá pela segunda hora do filme – que pra mim pareciam cinco – , uma sensação de vertigem começa a tomar conta do nosso cérebro. Tira o óculos 3D, feche os olhos e respira, que logo passa. Mas o filme continua.

Mas claro, existe um lado positivo. Assisti o filme em IMAX, e como o mesmo foi filmado assim, a qualidade da imagem e principalmente do som impressionam.

Enfim, não foi desta vez que o time de Michael Bay acertou, mas quem sabe nos próximos doze filmes ele consiga! Por favor Deus não permita.

Pra finalizar, cito Brian Lowry, da rede CNN:

“’Transformers’ é uma sequência tediosa, que perde muito tempo explicando uma trama indesejável e sem foco. A duração de duas horas e meia é mais um motivo para se evitar passar mais uma noite com essa franquia inspirada em brinquedos robóticos”

Uillian Magelahttps://estacaonerd.com
Co-Criador do Estação Nerd. Chamo ele de filho sim. Já fui crítico para o Blog Preguiça Alheia e para a CINEART. Palestrante nas edições da Campus Party. Mantenho a paixão por cinema desde criança e meu maior sonho é ter um sabre de luz para cortar a lua ao meio. A, SEMPRE escolha a pílula azul. Não faça como eu!

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