Crítica | Transformers: The War for Cybertron Trilogy: O Reino

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Chega ao fim na Netflix, a trilogia Transformers: The War for Cybertron, o último capítulo é O Reino, que tem uma trama que mostra uma corrida desenfreada para encontrar o Allspark em um planeta estranho, onde o futuro e o presente colidem. 

A primeira parte da trilogia, focou na guerra que eclodiu no planeta Cybertron, a segunda parte da aventura focou em mostrar Optimus Prime e seus Autobots tentando recuperar o cubo e a última parte leva a luta entre Autobots e Decepticons para a Terra. O primeiro elogio para o anime (sim é um anime) e para a trilogia, é a ausência dos humanos e dos seus dramas que são o fio norteador das tramas no cinema. O segundo elogio é para o roteiro escrito pelo quarteto F.J. Desanto (Grant Morrison: Talking With Gods), George Krstic (Downtown), Gavin Highnight e Brandon Easton (Shadowlaw) que consegue dar importância a cada personagem nessa batalha final. Todos tem seu momento de destaque. Megatron e Optimus Prime (os grandes líderes da trama) são retratados como personagens que precisam arcar com as consequências dos seus atos (que vimos nos capítulos anteriores). Megatron segue mais ganancioso do que nunca e está com sede de poder e o Optimus carrega o peso de ter errado e entende que precisa liderar. No roteiro ainda temos alguns momentos interessantes como as cenas que debatem sobre paradoxos temporais e a inserção dos personagens conhecidos como Beast Wars. Eles são fundamentais para a história? Não muito, mas funcionam bem como fan service. Perdão, mas vale muito a pena ver eles lutando em cena.

A animação em si, deixa um pouco a desejar. O estilo de animação usado, que é conhecido como CG, difere muito do tradicional e pode incomodar. Fora esse incômodo, tudo ocorre de modo satisfatório. A produção nesse último capítulo, tirou de foco a parte mais divertida, que é a transformação dos carros/animais em robôs. A transformação quando aparece é bem mais simples do que as vistas no cinema, mas no geral apenas ouvimos a transformação. Em uma determinada cena vemos a transformação acontecendo nas sombra, o motivo disso é baratear o custo da produção, e pode frustar alguns fãs. A maioria dos personagens lembra bastante o visual dos bonecos dos anos 80. Isso ajuda a animação a ter um visual mais fiel e ao mesmo tempo que prejudica a obra, pois com esse design os personagens tem a todo momento um ar de “marionete animada” e as emoções expressadas nunca combinam com o visual apresentado.

Transformers: The War for Cybertron Trilogy: O Reino é uma obra com altos e baixos, mas que funciona como conclusão de uma saga. Além disso, a obra consegue mostrar que os Transformers tem muito a mostrar se souberem trabalhar com eles. Que em breve tenhamos uma obra com essa proposta, com um investimento digno de cinema. Isso faria a alegria dos fãs!

Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]

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