Crítica | Turma da Mônica: Laços

Mauricio de Sousa, é o criador dos quadrinhos da Turma da Mônica. Um cartunista que conquistou o país na década de 60, com seus personagens carismáticos e icônicos. De lá para cá, as histórias de Mônica, seus amigos e familiares cresceram em quantidade (são mais de 800 personagens) e em alcance – há gibis, desenhos animados e outras formas de mídia. Porém, uma delas ainda estava inacessível: o cinema. Bom amiguinhos, não mais! Em cartaz nos cinemas brasileiros temos, a Turma da Mônica: Laços, o primeiro filme live action baseado na HQ de mesmo nome.

Turma da Mônica: Laços, história homônima criada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, conta a história de Cebolinha tendo que lidar com o sumiço do seu cachorrinho, o Floquinho. Para resolver esse mistério ele se junta com Mônica, Cascão e Magali para resgatar seu precioso cão. O que se pode afirmar de cara, é que a escolha do elenco principal é mais do que acertada. Os atores mirins, que estreiam no cinema, dão conta do recado. Kevin Vechiatto como Cebolinha, é o mais exigido da turma e encanta em sua atuação. Os erros característicos na hora de falar “ellado” surgem naturalmente e não soam forçados. Giulia Benite é uma uma Mônica impecável, Laura Rauseo rouba as cenas com a sua expressiva e faminta Magali e Gabriel Moreira está bem como Cascão. A química entre eles enche os olhos e a dinâmica entre os personagens é extremamente natural.

O diretor Daniel Rezende (Bingo: O Rei das Manhãs), responsável pela escalação do elenco, acerta na adaptação da HQ. As piadas, o ritmo, a edição do filme (destaque para a da cena com Rodrigo Santoro como o Louco) tudo é perfeito e feito com muito capricho. O diretor opta por alguns enquadramentos que basicamente fazem, o filme virar uma grande revista em quadrinhos projetada. Uma escolha mais que acertada! Até as alterações em relação ao material original propostas por ele caem muito bem. Um exemplo, é a decisão de mostrar a infância dos nossos heróis, ignorando o passado deles (que na HQ é abordada). Outro acerto da trama é a criação do bairro do Limoeiro como um bairro do interior da década de 50, sem celulares, mulheres de vestido, vendedores de rua. Lindo demais de se ver.


A aventura infanto-juvenil possui humor, ação, drama e momentos para reflexões. O roteiro nos leva a pensar no significado da amizade, para não estragar a experiência não falarei mais nada além disso, mas garanto que o resultado é tocante. Para os mais atentos a trama é recheada de easter eggs do tipo “piscou perdeu”, mas que irão tirar um sorriso de quem os encontrar, fique de olho. O ponto fora da curva dessa obra, talvez seja o vilão do longa que quase não fala e honestamente em hora nenhuma oferece algum perigo aos nossos heróis, estando na tela apenas por necessidade da narrativa.

Turma da Mônica: Laços é uma homenagem aos trabalhos de Maurício de Sousa e também aos leitores que acompanham suas histórias em quadrinhos há mais de 40 anos. Divertido, comovente e inocente. Turma da Mônica: Laços, é uma ótima pedida para essas férias.

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
O pagode anos 90 moldou meu caráter.

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