Crítica | Uma Skatista Radical

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Prerna (Rachel Gupta) é uma adolescente que mora na região rural da Índia e que segue fielmente as tradições da família. Quando a publicitária Jessica (Amy Maghera) chega na região para saber mais sobre a infância de seu falecido pai, Prerna e as outras crianças locais são apresentadas ao skate. Determinada a ajudar os pequenos, Jessica inicia uma batalha difícil para construir uma pista de skate no local, deixando Prerna com uma escolha difícil entre se conformar com as expectativas da sociedade em relação a ela ou realizar seu sonho de competir no Campeonato Nacional.

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Com um roteiro e fotografia impecável, a produção indiana-americana emociona ao mostrar crianças carentes de uma aldeia da Índia e suas reações ao conhecer um skate.

Logo no primeiro ato, conhecemos a rotina de Prerna, uma jovem adolescente que falta as aulas na escola, por precisar trabalhar. Conforme vemos o dia a dia da jovem, também conhecemos Jessica, que mora em Londres e vai à Índia para se reconectar com seu pai, que morava em uma determinada aldeia.

Lá, Jessica cria uma amizade com Prerna, que conta que faz trabalho doméstico, no campo e no mercado e Jessica conversa sobre importância dos estudos. Até chegar seu amigo de Los Angeles, Erick, que apresenta às crianças o skate e as ensina a andar.

As cenas de interações entre Prerna e Jessica são excepcionais. Tem uma delicadeza de abordagem de temas como trabalho infantil, planejamento de carreira, sonhos e planejamento de futuros, todos interligados a uma cultura que não abraça esses temas como outras culturas. Como por exemplo, a abordagem de sistema de castas que existe até hoje na Índia, e a criminalização do skate que os personagem enfrentam na história, o que gera todo um protesto e comoção. 

O filme traz uma bela mensagem de como é preciso ter coragem para sonhar e ter liberdade para desejar o que mais faz feliz, principalmente se isso vier de um skate.

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Em uma cena fortíssima e emocionante, Prerna foge de ser apresentada para pretendentes para competir no Campeonato de Skate, mostrando para a sua família o quanto é feliz e apaixonada naquilo. Uma cena incrível de quebra de padrões e o encontro de sua liberdade com sua persona.

Destaque para Manjari Makijany, já que este filme é sua primeira produção como diretora e já marca seu lugar com grande maestria. A diretora soube dar um toque especial à história e tratar bem os personagens e sua evolução. A jornada de Prerna é cuidadosa, poética e emocionante.

O arco de Jessica não fica para trás. As forças de ser uma mulher indiana não padronizada pela cultura, sendo uma mulher mais livre e independente, são dignas de aplauso. Todo esforço que a personagem faz para ajudar as crianças da aldeia a terem um futuro e mostrar que elas tem o direito de se divertir e de sonhar é maravilhoso. Além disso, ainda vemos o quanto essa dedicação vem com uma bagagem de inspiração no pai e na sua tentativa de se conectar com ele durante a sua viagem.

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Tanto o elenco quanto toda a equipe de produção da obra merecem aplausos por trazerem essa história às nossas vidas. Uma lição de vida, experiência de mundos e culturas que não temos acesso e a dose certa de esperança em um mundo melhor e mais justo.

O longa é um drama indiano-americano que irá emocionar os espectadores e nos enche de esperança para um futuro melhor e mais promissor para as nossas crianças.

“Uma Skatista Radical” está disponível na Netflix.

Revisão Crítica

NOTA
Tabatha Oliveirahttps://estacaonerd.com/
Uma advogada apaixonada por cultura nerd que vem se redescobrindo e se encantando pelo mundo de criação de conteúdo.

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