qua, 21 fevereiro 2024

Crítica | Veja Por Mim

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Seguindo os moldes de Thrillers como Hush e Quarto do Pânico, o novo longa do diretor Randall Okita traz uma história bastante conhecida do gênero: uma pessoa sozinha em uma casa, que será futuramente invadida por bandidos. Por conta de alguns detalhes, o filme traz uma narrativa com pequenas surpresas durante o percurso, um ótimo mérito para sua protagonista, que balanceia entre a honestidade e a total falha humana.

Sophie, uma jovem cega, é contratada para tomar conta de uma mansão enquanto os donos estão fora, mas num piscar de olhos este trabalho tranquilo transforma-se num pesadelo quando três ladrões invadem a casa à procura de um esconderijo. A sua única forma de defesa é a aplicação Vê Por Mim que se conecta a um voluntário do outro lado do país que a ajuda a sobreviver ao ver por si. Com a ajuda de Kelly, uma veterana do exército, que passa o dia a jogar jogos de guerra, Sophie tenta sobreviver na escuridão. Sophie vai precisar de toda a ajuda possível – mas no final o que parecia ser uma adolescente cega indefesa, poderá revelar-se muito mais do que isso.

Paris Filmes/ Divulgação

O roteiro de Veja por Mim funciona de modo que felizmente não cai nas famosas decisões burras dos personagens, ele trabalha bem sua protagonista, de modo que ela não cai no padrão de coitada ou total vítima. Sophie é mal educada, amargurada, áspera e com uma pequena maldade envolvendo a casa que está cuidando, mas isso não impede o telespectador de torcer por ela, muito por conta de sua deficiência visual e abandono do esporte por conta de um acidente. Se não é ótimo, pelo menos traz um desafio ou novidade para a história apresentada, funciona como entretenimento.

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O aplicativo que dá nome ao filme, funciona como ferramenta para a personagem, ajudada desde seu início por Kelly, que trabalha como atendente do app, e nas horas vagas busca diversão em jogos de tiro, aqui, ela funciona literalmente como os olhos da protagonista, entre muitas brigas e aproximação, a relação de cooperação das duas é feita. O celular é ferramenta essencial, mais ainda do que uma simples arma de fogo, por meio dele ela chama a polícia, baixa o app, e até usa-o para enganar os ladrões.

A mansão funciona bem como palco do Thriller, sabemos muito mais do que a protagonista, a pequena sensação labiríntica é passada pela direção, muitos pisos, contrastes e corredores escuros. O filme perde mais nos momentos de abordagem da ação, por conta da pouco iluminação presente na obra, a falta de criatividade nos momentos de conflito afastam o público, e junto a isso o embate final escolhe um lado mais seguro de solução, caindo pra algo mais genérico ou previsível.

Veja por Mim funciona como uma boa opção para os fãs de Thriller, e chama sua atenção devido as características limitadas de sua protagonista, com uma pequena surpresa em sua metade. O longa surpreende em fazer um bom trabalho com uma história já muito conhecida do cinema de gênero, e o ótimo trabalho da Skyler Davenport traz camadas para sua personagem, oferece o julgamento por conta do público. Apesar de sua solução ser encaminhada para o óbvio.

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