seg, 15 junho 2026

Crítica | Você Só Precisa Matar

Publicidade

Num futuro próximo, a humanidade enfrenta sua extinção. Uma gigantesca flor alienígena conhecida como “Darol” irrompe sobre o Japão, libertando criaturas monstruosas que devastam tudo em seu caminho. Em meio ao caos, Rita, uma jovem voluntária, é brutalmente morta em combate. Mas a morte não é o fim. Ao despertar, Rita se vê de volta ao início daquele mesmo dia fatídico, presa num ciclo temporal implacável. Repetidamente. Ela então conhece Keiji, outro soldado preso no mesmo paradoxo. Juntos, eles lutarão, aprenderão com cada erro e buscarão a única estratégia possível para quebrar o ciclo e salvar o futuro.

Essa é a sinopse oficial de Você Só Precisa Matar, anime baseado no romance original escrito por Hiroshi Sakurazaka, que em 2014 inspirou a narrativa de No Limite do Amanhã, estrelado por Tom Cruise. A produção dirigida por Kenichiro Akimoto (Berserk – Era de Ouro Ato III: A Queda) é objetiva e bastante direta na sua proposta, apostando suas fichas nos designs da história, já que a trama a todo momento lembra a do filme hollywoodiano já mencionado. O filme usa quantidade considerável de computação gráfica, em especial nas cenas de luta, o que torna a experiência surreal. São visuais e cores que se mesclam a todo momento trazendo um frenesi de sensações que deve agradar em cheio aos fãs de animes. Tanto as criaturas, como as cenas de combate são muito bem feitas e deixam muitos animes no chinelo.

O roteiro altera algumas coisas do anime, mas nada que atrapalhe a diversão de quem conhece a obra original. O enredo do filme acaba focando apenas no combate dos protagonistas com as criaturas e na sua aprendizagem a cada derrota, o que pode tornar a experiência cansativa já que os protagonistas não tem a sua relação aprofundada e a dinâmica entre crescem mais pela necessidade de progressão da narrativa do que pela naturalidade da situação.

Publicidade

Você Só Precisa Matar é estiloso, mas carece de um arco mais profundo para os seus protagonistas. O filme acaba sendo uma diversão passageira que marca mais o espectador pela sua estética criativa, do que por ter uma história comovente ou impactante. No fim, assista e se divirta com 82 minutos de bastante ação.

Publicidade

Publicidade

Destaque

Crítica | Paixão de Escritório

A comédia romântica da Netflix, Paixão de Escritório, estrelada...

Os Testamentos: Das Filhas de Gilead – O que saber antes da nova série

Os Testamentos: Das Filhas de Gilead marca um novo capítulo...
Hiccaro Rodrigues
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: [email protected]
Num futuro próximo, a humanidade enfrenta sua extinção. Uma gigantesca flor alienígena conhecida como “Darol” irrompe sobre o Japão, libertando criaturas monstruosas que devastam tudo em seu caminho. Em meio ao caos, Rita, uma jovem voluntária, é brutalmente morta em combate. Mas a morte...Crítica | Você Só Precisa Matar