Estreou no sábado (13/01) no YouTube o filme feito por fãs de Harry Potter, Voldemort: A Origem do Herdeiro. Sê você ainda não assistiu, confira abaixo antes de ler o restante da crítica!

Como disse se trata de um fanfilm, ou seja, foi criado por fãs que com a autorização da Warner Bros criou o filme sem fins lucrativos, e o lançou em uma plataforma gratis.

Agora, uma das mais ambiciosas estreia no Youtube, se tornando a produção do gênero mais acessada da história do site de vídeos. Voldemort: A Origem do Herdeiro pode render em breve fama e sucesso para seu criador, o italiano Gianmaria Pezzato, que escreveu o roteiro, dirigiu e cuidou da edição e efeitos especiais.

O roteiro é bastante interessante, tendo em vista que sua construção não tem base nos livros ou na saga. Quando a história começa, Grisha McLaggen (Maddalena Orcali) está tentando invadir uma base de bruxos russos para recuperar um item, o diário de Tom Riddle, artefato que é o grande McGuffin de Harry Potter e a Câmara Secreta (2002), e igualmente se mostra primordial aqui. Capturada, ela passa o filme contando sua história através de flashbacks, sobre seu envolvimento com Riddle e o grupo de quatro colegas, todos descendentes diretos das principais casas de Hogwarts: Sonserina, Corvinal, Lufa-Lufa e Griffinória. Figuras lendárias deste universo, como Dumbledore e Grindelwald (personagem de Johnny Depp nos novos derivados) são mencionados e servem como peças para esta trama.

O filme foi tão comentado por apresentar o passado do Voldemort, mas, infelizmente o ator que faz o personagem (Stefano Rossi) não apareceu nem em metade do filme, uma cena ou outra ele estava lá, no decorrer foi apenas a Grisha contando a história, o que decepciona.

É possível admirar a qualidade dos efeitos especiais, mas é impossível deixar de notar a maioria dos cenários fechados e pequenos e takes bastante aproximados, de modo a mostrar “uma parte” para representar “o todo”. O diálogo é outra carta na manga que é bem utilizada para dar ares de profissionalismo ao filme de orçamento reduzido e sem cunho lucrativo.

O filme tem apenas 52 minutos, o que é considerado quase um curta-metragem comparado aos oficiais títulos de Harry Potter. No entanto, é o bastante para se consagrar como um título que faz bonito frente aos fãs de Harry Potter apesar da clara inferioridade as milionárias bilheterias que a franquia outrora alcançou.

Voldemort sobressai e consegue ser melhor do que muita produção profissional, tanto na TV quanto no cinema. Acima de tudo, demonstra a força que os fãs possuem e são capazes de realizar.

Sendo apaixonado ou não pela franquia Potter, o filme merece ser visto!