sex, 27 janeiro 2023

Crítica | Willow (2022)

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Baseada no filme de 1988, Willow é uma série que acompanha o feiticeiro Willow Ufgood (Warwick Davis). Depois de anos vivendo isolado, ele se junta a corajosa princesa Kit (Ruby Cruz) que pretende juntar um grupo de guerreiros para resgatar seu irmão gêmeo que foi sequestrado. O grupo sai em uma aventura épica por lugares extremamente perigosos, fazendo vários aliados e inimigos pelo caminho.

A produção original contava a história de um aspirante a mago de uma vila de Nelwyn e uma menina destinada a unir os reinos, que juntos ajudaram a destruir uma rainha má e banir as forças das trevas. A série retorna a esse universo com duas propostas muito bem definidas: A primeira é a de expandir este universo e a segunda é de dar sequência a trama que foi iniciada a mais de 34 anos. A primeira parte é feita com muito esmero: O mundo mágico segue repleto de feiticeiros, trolls e outras criaturas místicas que são apresentadas de modo orgânico com o passar dos episódios. Tudo é muito bem feito e os efeitos especiais são de deixar qualquer um boquiaberto. A produção ainda consegue com maestria mesclar efeitos digitais com o uso de outras técnicas de efeitos práticos, algo que deve agradar aos fãs da franquia original que usava muito disso para mostrar suas criaturas. A segunda parte tem altos e baixos. A atmosfera da série segue a mesma da original e isso é um lado positivo. Porém, a produção tenta a todo custo inserir questões mais atuais da sociedade na trama de um modo que soa forçado. Certos discursos são importantes, mas são inseridos de qualquer modo e não conseguem soar verídicas neste universo. Para completar, mesmo adicionando novos personagens e tramas a produção parece seguir a mesma premissa de outras produções da Lucas Filmes, como a saga Star Wars. Todos os elementos apresentados são muito parecidos e parecem que a única diferença a ser vista é o uso de roupas medievais.

Os personagens criados por Bob Dolman, retornam como se não tivesse se passado um dia naquele universo e apresentam suas motivações intactas. A química entre eles é ótima. Warwick Davis (Harry Potter) e Joanne Whalley (Escândalo) engrandecem as cenas com suas presenças. Os novos protagonistas, dão uma jovialidade a produção e conseguem carregar com exito a responsabilidade de levar o nome de Willow a um novo público. Os destaques são: Ellie Bamber (Animais Noturnos) que consegue transmitir doçura com sua personagem e Ruby Cruz (Mare of Easttown) que parece ser uma versão atualizada da personagem vivida por Whalley no original. As sequências de combate da série são corretas, mas não empolgam tanto. Porém, nada que atrapalhe a diversão.A produção ainda reserva divertidos easter eggs e momentos de aventura que são eficazes dentro do que a produção se propõem e consegue fazer jus ao clássico dos anos 90.

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Mesmo seguindo o guia de aventura que foi criado por sagas como Star Wars e Indiana Jones, a série Willow é uma produção nostálgica de aventura que merece ser assistida pelos fãs de universos fantásticos e da produção original.

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Destaque

Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios. Contato: hiccaro.rodrigues@estacaonerd.com

1 COMENTÁRIO

  1. Willow (o filme) foi um épico pra minha geração. Foi um clássico da fantasia que continha tudo que era necessário para expandir e provocar nossa imaginação. Já a série errou. Errou muito. Errou rude ao tentar emplacar temas progressistas contemporâneos à trama. Concordo que tais temas devam ser foco de discussão e da arte contemporânea, mas contaminar um universo fantástico clássico como esse com isso foi estragar algo que estava muito bom do jeito que estava! Eu assisti somente o primeiro episódio e apesar de ser muito fã do personagem de Warwick Davis, da saga original e gostar da forma de George Lucas de contar histórias, provavelmente não irei assistir o resto.

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