Crítica | Yasuke

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Yasuke é o novo anime original da Netflix, baseado na figura histórica do guerreiro de ascendência africana que serviu o daimyo japonês Oda Nobunaga durante o período Sengoku, num conflito samurai no Japão do século 16. A produção é uma interessante releitura da lenda do Samurai Negro e deve agradar aos fãs de animes.

Netflix/Divulgação

O anime é, vagamente, baseado na história do homem de origem africana que serviu sob o daimyō japonês Oda Nobunaga no período Sengoku. Ele chegou ao Japão em 1579 a serviço do missionário jesuíta italiano Alessandro Valignano, visitante de missões nas Índias. A história pega elementos da história real para fazer uma releitura, mas possui dificuldade em definir o seu foco, mas, mesmo com este tropeço o saldo é positivo. A sinopse oficial mostra isso. Em um Japão feudal dilacerado pela guerra, o maior ronin jamais conhecido, Yasuke, luta para manter uma existência pacífica após uma vida passada cheia de violência. Mas quando uma vila local se torna o centro da agitação social, Yasuke deve pegar sua espada e transportar uma criança misteriosa que é alvo de forças das trevas e senhores da guerra sedentos de sangue. 

A produção constrói cenários deslumbrantes e leva o espectador numa viagem pelo Japão feudal. O roteiro opta por contar a história de modo não linear e oscila entre presente e passado, nos oferecendo um vislumbre das origens do personagem. A obra é estranhamente divertida, devido a mistura de referências colocadas na história. Temos no anime um grupo de antagonista formados por: uma mulher lobisomem russa, um xamã que pode convocar lutadores fantasmas, uma assassina sanguinária e um robô altamente tecnológico e debochado. Quer mais? Se isso não é surreal o suficiente, confira o resto da obra e veja por si só. Os traços do anime são muito bem feitos e as cenas de luta são viscerais. O ponto fraco do anime, realmente, reside na história. Em um momento ela foca na da lenda, em outra oportunidade o foco recaí sobre o drama da criança com dons sobrenaturais, em outro o foco é a luta… São tantas propostas iniciadas e deixadas de lado que a trama anda, mas não se prende a nada, o que pode tornar a experiência superficial.

Netflix/Divulgação

A trama trata sobre temas relacionados a preconceito racial, diferença de classes e o feminismo. A presença do cristianismo no Japão e a ocidentalização do país também é citada, mas de modo bastante vilanesco. Os cerca de 30 minutos por episódio passam voando, devido a montagem frenética o que agrada, mas que acabam deixando certos arcos de alguns personagens abandonados ou inacabados. A dublagem nacional é espetacular e recomendo ver a produção dublada.

Yasuke é um anime surreal, que possui uma estética fantástica, mas que peca por construir um universo que mistura muitos elementos que em alguns momentos destoam demais. Fique atento, pois existe uma cena pós crédito.

Todos os seis episódios de Yasuke estarão disponíveis para transmissão em 29 de abril na Netflix .

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Revisão Crítica

NOTA
Hiccaro Rodrigueshttps://estacaonerd.com
Eu ia falar um monte de coisa aqui sobre mim, mas melhor não pois eu gosto de mistérios.

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