Crítica | Desventuras em Série

Eis que dia 13 chegou e eu me alegrei em saber que toda a espera por “Desventuras em Série” tinha acabado, afinal de contas depois do sucesso que foi a transformação do filme Demolidor em uma série exclusiva da Netflix eu não esperava por menos para um filme que é um de meus favoritos.
Com muita sede ao pote fui e me decepcionei ao saber que não havia uma gota de água lá.

Contando a história dos orfãos Baudelaire com uma maior gama de detalhes do que no filme tivemos 8 episódios de pura monotonia e fatos inexplicados.
Ao meu ver existem 4 coisas que salvam na série (ou 4 pessoas, vai ao seu critério escolher o que dizer) os 3 orfãos Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes), Sunny (Presley Smith) e Josephine (Alfre Woodard) que é sempre um deleite aos olhos em qualquer seguimento voltado para o entretenimento em que a colocam.

Vale lembrar que a série é muito mais fiel aos livros dessa vez e traz um tom muito mais sombrio, algumas piadas ocasionais estão lá para estragar o clima é claro.
A estética utilizada para a série foi algo que eu gosto de descrever como “Tim Burton com orçamento curto”, efeitos especiais muito precários e sem realismo. A série acabou saindo mais como um “reboot” mal feito dos filmes.
Deram um tom mais adulto enquanto tentavam manter toda a comédia feita por Jim Carrey na versão para as grandes telas.


De passagem pode-se dizer que  Neil Patrick Harris como Conde Olaf apenas não convenceu, salvo a maquiagem que ficou impecavel na série, nada se tira de proveitoso do personagem, que por vezes  nos deixa a desejar que na realidade não o tivessem escolhido para o papel.
Quanto aos outros atores temos atuações plausiveis não podemos negar, mas nada para sair batendo palmas.

A melhor coisa de todas graças a Deus foi mantida, Sunny e seus baralhos sendo traduzidos das maneiras mais engraçadas possiveis.
Teremos que esperar até a segunda temporada (que eu rezo para que não aconteça) para descobrirmos mais sobre Lemony Snicket nosso narrador interpretado por Patrick Warburton, que durante a série irrita interrompendo a cada 5 minutos para mais dar uma aula de gramática e entregar “spoilers” do qual não eram necessários.

Vai da opinião e gosto de cada um, Desventuras em série deixa a desejar e não vale uma maratona de horas perdidas do dia.
Que venha a segunda temporada para nos mostrar que a Netflix pode sim consertar erros como este.

Yan Phillipe Alcantarahttps://estacaonerd.com
Fotógrafo, rabiscado de tatuagens, exilado e seguidor de Aizen.

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