qui, 29 setembro 2022

Domingo de Clássicos | Aliens, O Resgate

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Considerado um dos maiores clássicos da ficção cientifica: Alien, o Oitavo Passageiro fez história ao combinar sci-fi com o terror psicológico de maneira genial, apresentando pacientemente aquela que seria uma das mais criativas e sinistras criaturas da sétima arte. Anos depois surge Aliens, O Resgate dirigido e escrito por ninguém mais que James Cameron, responsável pelo sucesso de 1984: O Exterminador do Futuro. Todavia, essa nova aventura seria focada na ação, com alguns relances de suspense. O resultado dessa ideia? Uma das melhores continuações já feitas do cinema.

Transportando Ripley, a única sobrevivente do encontro mortal da Nostromo com o alienígena, o módulo de fuga vaga pelo espaço por 57 anos. Após seu resgate, Ripley fica muito surpresa ao descobrir que ninguém acredita em sua história. Contudo, a comunicação com os colonos de um planeta distante é totalmente interrompida. Quando a Companhia pede a Ripley que acompanhe uma equipe de soldados equipados com artefatos de última geração em sua viagem a LV-426, ela se nega a ir. Mas ela acaba percebendo que o único modo de acabar com seu medo é confrontá-lo frente à frente. 

Algo impressionante em Aliens é perceber a marca do diretor, claro, sua construção de filmografia ainda estava sendo estabelecida, mas alguns detalhes visíveis nessa obra causam bastante semelhança com futuros projetos do autor, por exemplo Avatar. É nítido a diferença de abordagem nesse filme, enquanto no primeiro eram sete tripulantes contra uma única criatura, agora, o perigo é aumentado: mais Aliens, mais armas, mais exagero inclusive. Apesar disso, o respeito com a obra original é demonstrado em duas situações: Seu início estabelecendo a conexão com os acontecimentos e toda essa consequência para sua protagonista Ripley, desde pesadelos, o medo de se repetir a tragédia, até a descoberta do coma de 57 anos e consequentemente a morte de sua filha. A outra situação são os breves momentos de suspense existentes no longa, por mais que não cheguem na genialidade do primeiro, os pequenos sustos são divertidos de acompanhar.

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O filme em seu início apresenta uma abordagem parecida com o original, pelo menos 40 minutos são dedicados para construir todo seu contexto, desde as consequências, novos personagens até a chegada do local do eminente conflito com os aliens. É uma verdadeira guerra, as criaturas são muito mais animalescas e não tão inteligentes quanto a primeira obra, mas isso não as impede de permanecerem como uma ameaça. Devido à alta dose de Brucutus representada pelo esquadrão de fuzileiros (ao melhor estilo Predador), a utilização do ambiente pelas criaturas permanece, junto com o sangue ácido das mesmas, constantemente acertando os soldados. A dose de suspense é perfeitamente representada no primeiro encontro do esquadrão com os aliens, a única pessoa que tem a real dimensão do perigo é Ripley, para todo o resto ainda é um mistério. Com isso, o desespero dos soldados é bastante palpável, e a carnificina é finalmente estabelecida.

É uma nítida expansão desse universo, Cameron traz novos elementos: novas armas (apesar do bom e velho lança chamas), uma evolução do detectador de proximidade e novos designs de naves e veículos, tudo ao estilo do diretor. Outra evolução é a respeito das características do Xenomorfo, testemunhamos o surgimento da Rainha Alien, uma criação perfeita para explicar o surgimento dos malditos ovos (e consequentemente facehuggers). A batalha final entre as duas é surreal de bom, um absurdo logico, mas o conflito ser uma espécie de “porrada franca” entre uma humana montada num exoesqueleto batendo em uma alienígena gigante é genial. Um dos auges da franquia.

Interessante notar a semelhança gigante entre os dois seres que representam suas raças: Ripley e a Rainha Alien. Ambas são apenas mãe defendendo suas crias, por um lado uma mulher que passou por um trauma gigante no filme anterior e que ainda descobre que sua única filha morreu pouco tempo antes de acordar do coma, do outro, uma criatura com o único objetivo de matar e procriar. O instinto maternal domina a terceira parte do longa, elas estão dispostas a qualquer coisa para salvarem a própria espécie. Os últimos 15 minutos são marcados de silencio, tensão e uma busca solitária de Ripley, lembrando muito o terço final do filme anterior. O crescimento da personagem é corajoso, superando o trauma e novamente assumindo a liderança em meio tanto caos e imprevisibilidade.

É uma obra com envelhecimento ótimo, apesar de um efeito ou outro já datado. Aliens, o Resgate é um feito espetacular do cinema blockbuster, uma verdadeira aula sobre continuações. Respeita o material original, mas traz e estabelece novas camadas para a franquia. Enquanto um filme se tornou um marco no gênero terror, o outro conseguiu o feito de ser um baita filme de ação. É criativo, divertido, carismático e estabelece definitivamente Ripley com umas das maiores figuras da ficção cientifica. É um atestado da brilhante carreira de um dos diretores mais empenhados de Hollywood, uma pena ter tido continuações completamente medíocres.

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