Do diretor Michael Sarnoski, chega uma história que apresenta o lado sombrio de um aclamado herói. Produzido pela A24, A Morte de Robin Hood estreia em 13 de agosto nos cinemas com distribuição da Imagem Filmes.
Nesta reimaginação crua e subversiva dos últimos anos de vida de Robin Hood, o personagem é bem diferente do herói das fábulas que conhecemos. Interpretado por Hugh Jackman com grande complexidade emocional, Robin é, à primeira vista, um homem cuja vida foi moldada por um mundo marcado por ciclos de violência e pura sobrevivência selvagem.
“Temos essa ideia de Robin Hood dançando pela floresta com seus Homens Alegres, mas a vida naquela época não era assim”, conta o diretor Michael Sarnoski. “Pensei comigo mesmo: qual seria a versão de Robin Hood mais verdadeira e honesta em relação à aspereza da vida no século XIII?”
Ambientado por volta de 1247, no interior da fronteira celta, o filme mostra Robin Hood já velho e escondido nas montanhas, vivendo como um fora da lei solitário e marcado por anos de violência. Sua rotina de recluso muda quando Pequeno João (Bill Skarsgård), seu antigo parceiro de crimes, reaparece e o convence a encarar mais uma batalha. Gravemente ferido no combate, Robin acaba parando num priorado isolado, onde a Irmã Brigid (Jodie Comer) cuida dele e o apresenta a uma pequena comunidade, incluindo um homem doente e enigmático (Murray Bartlett) e uma menina traumatizada (Faith Delaney) que não faz ideia de quem ele realmente foi.
A partir daí, o filme muda de tom: da brutalidade das batalhas para um momento mais silencioso de reflexão. Enquanto se recupera sob os cuidados de Brigid, Robin começa a enxergar os erros do próprio passado e a possibilidade de uma vida guiada pela bondade, não mais pela violência. Sarnoski inverte a lógica das lendas tradicionais, que sempre tratam a Prioresa como vilã e Robin como herói puro, e propõe uma leitura mais humana e ambígua dos dois.
“Em A Morte de Robin Hood, acho que vemos um retrato belo e muito humano da plenitude da vida de Robin”, diz o protagonista Hugh Jackman. “A escuridão, o arrependimento, a dor, a perda. Há um custo para a violência, não importa de que lado você esteja. Qual é esse custo? E existe graça e redenção para alguém assombrado por tudo isso?”


